Brasil registra menor índice de mortes violentas em 13 anos

Em contrapartida, feminicídios aumentaram em 4% no último ano

Por Redação,

O Brasil registrou, em 2025, a menor taxa de mortes violentas intencionais desde o início da série histórica do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Apesar da redução nos homicídios e latrocínios, os casos de feminicídio e as mortes decorrentes de intervenção policial cresceram no último ano.

Foto: Agência BrasilMortes violentas caem no Brasil
Mortes violentas caem no Brasil

Os dados constam na 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23). Segundo o levantamento, a taxa de mortes violentas intencionais caiu de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 8,2% em relação a 2024. Em números absolutos, foram contabilizadas 40.775 vítimas, contra 44.127 no ano anterior.

O indicador reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes provocadas por intervenção policial e mortes de policiais em serviço e fora dele.

Entre os crimes que apresentaram queda estão os homicídios dolosos (-10%), os latrocínios (-17%) e as lesões corporais seguidas de morte (-15,2%). Em contrapartida, os feminicídios aumentaram 4% e as mortes decorrentes de ações policiais cresceram 5,4%.

Piauí registra uma das maiores reduções

O levantamento mostra que o Piauí está entre os estados que mais reduziram as mortes violentas intencionais em 2025. A queda foi de 15,7% em comparação com o ano anterior, ficando atrás apenas de Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso entre os maiores recuos registrados no país.

Por outro lado, sete unidades da federação apresentaram aumento nesse tipo de crime: Rio Grande do Norte, Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

Feminicídios atingem maior proporção da série histórica

O anuário também aponta um cenário preocupante em relação à violência contra a mulher. Em 2025, 44,4% das mulheres assassinadas no Brasil foram vítimas de feminicídio, o maior percentual registrado desde que o crime passou a integrar o Código Penal, em 2015.

Ao longo do ano, 1.571 mulheres foram mortas por razões de gênero, o equivalente a uma média de 4,3 feminicídios por dia. A taxa nacional chegou a 1,4 caso para cada 100 mil mulheres.

As tentativas de feminicídio também aumentaram. Foram registrados 4.189 casos, alta de 5,9% em relação a 2024. Isso significa que, para cada feminicídio consumado, houve quase três tentativas de assassinato motivadas por violência de gênero.

Segundo o estudo, as regiões Centro-Oeste e Norte concentraram as maiores taxas de feminicídios consumados e tentados, enquanto Sudeste, Nordeste e Sul apresentaram os menores índices.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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