Troca dos dentes de leite exige cuidados para proteger dentição permanente

Odontopediatra alerta sobre higiene, dentes de tubarão e cuidados durante a troca

Por Dominic Ferreira,

A troca dos dentes de leite é uma etapa natural do desenvolvimento infantil e geralmente ocorre entre os 5 e 7 anos. Apesar de ser um processo esperado, o período exige atenção dos pais para evitar problemas na dentição permanente. Segundo a odontopediatra Tainá de Castelo Branco Araújo, professora do curso de Odontologia da Afya Uninovafapi, embora os primeiros dentes a cair geralmente sejam os incisivos inferiores, o primeiro dente permanente a surgir costuma ser o primeiro molar, localizado atrás dos dentes de leite e que não substitui nenhum deles.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOk

Por nascer em uma região que pode passar despercebida, o primeiro molar permanente muitas vezes recebe menos cuidados de higiene, o que aumenta o risco de cáries. Outro caso que costuma causar preocupação é o chamado “dente de tubarão”, quando o permanente começa a nascer antes da queda do dente de leite. De acordo com a especialista, a situação costuma ter solução simples, mas deve ser acompanhada por um odontopediatra. A avaliação profissional também é indicada diante de atraso significativo na troca, perda precoce dos dentes, dor, inchaço ou nascimento de dentes permanentes fora da posição esperada.

Durante a troca da dentição, a higiene bucal deve ser mantida e até reforçada. A criança pode evitar a escovação da região onde existe um dente mole por medo de sentir dor, mas isso facilita o acúmulo de biofilme e pode favorecer problemas bucais. A especialista também recomenda evitar tentativas de arrancar dentes em casa quando eles ainda estão muito presos. O ideal é permitir que o processo natural de mastigação favoreça a queda ou incentivar a própria criança a movimentar o dente. Quando há necessidade de intervenção, o procedimento deve ser avaliado por um profissional para evitar dor, sangramento ou lesões na gengiva.

Os dentes de leite também têm funções importantes antes de serem substituídos pelos permanentes. Eles participam da mastigação, da fala, do crescimento da face e ajudam a preservar o espaço necessário para o nascimento adequado da dentição permanente. Por isso, não devem ser tratados como dentes sem importância. A recomendação é manter consultas odontológicas regulares durante toda a fase de troca, permitindo acompanhar a sequência de erupção, identificar alterações precocemente e adotar medidas preventivas para reduzir a necessidade de tratamentos mais complexos no futuro.

Fonte: Ícone Comunicação

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