Anvisa determina apreensão de Sculptra falsificado no mercado

Fabricante identificou produtos em embalagem diferente da original e alertou a agência

Por Viviane Setragni,

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (25), a apreensão de unidades falsificadas do Sculptra, produto injetável utilizado como bioestimulador de colágeno. A medida foi adotada depois que a fabricante e detentora do registro, Galderma Brasil Ltda., identificou produtos irregulares no mercado.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilAnvisa
Anvisa

Segundo a Anvisa, os itens falsificados apresentam características diferentes das embalagens originais. Entre as principais diferenças está a cor da caixa. Enquanto o produto original é comercializado em embalagem na cor magenta, as unidades falsificadas identificadas possuem caixa branca.

A determinação consta de resolução publicada no Diário Oficial da União. A partir da medida, fica proibida a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e utilização das unidades que apresentarem as características associadas à falsificação.

A agência alerta que produtos falsificados podem representar riscos à saúde, especialmente no caso de substâncias injetáveis. Como não há garantia sobre a origem, composição, condições de fabricação e armazenamento desses produtos, seu uso pode provocar consequências imprevisíveis.

A Galderma já havia comunicado à Anvisa, em fevereiro deste ano, a existência de uma versão falsificada do Sculptra. Na ocasião, foi identificado um lote irregular, fabricado por uma empresa desconhecida.

Na nova determinação, a Anvisa não especificou um lote. A orientação é que sejam proibidas todas as unidades que apresentem características divergentes da embalagem original indicadas pela fabricante.

O Sculptra é um bioestimulador de colágeno aplicado por meio de injeção. O produto atua estimulando o organismo a produzir colágeno, o que pode contribuir gradualmente para melhorar a firmeza e a textura da pele.

Por se tratar de um produto injetável, a aplicação deve ser realizada após avaliação profissional e de acordo com as orientações estabelecidas para o produto regularizado.

Consumidores e profissionais que identificarem unidades suspeitas devem evitar o uso e a comercialização do produto e buscar orientação junto aos canais oficiais da Anvisa ou do fabricante.

Fonte: Infomoney

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