Disfunção erétil pode indicar doenças cardiovasculares e diabetes

Especialistas alertam que dificuldade persistente de ereção exige investigação médica e atenção à saúde masculina

Por Redação,

A disfunção erétil nem sempre está relacionada apenas à saúde sexual e pode funcionar como um sinal de alerta para doenças como hipertensão, diabetes e alterações hormonais. O problema também pode ter origem emocional, envolvendo ansiedade, estresse e depressão. Durante a campanha Novembro Azul, especialistas reforçam a importância de investigar as causas da dificuldade de ereção, especialmente quando ela se torna recorrente. Segundo o urologista Marcelo Oliveira, professor do curso de Medicina da Afya Uninovafapi, doenças como hipertensão e diabetes, quando não diagnosticadas ou controladas, podem comprometer os vasos sanguíneos e a inervação do pênis, prejudicando a ereção.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOk

O médico explica que a disfunção erétil pode anteceder problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de estar associada à insuficiência renal. Alterações hormonais, incluindo deficiência de testosterona e problemas na tireoide ou nos níveis de prolactina, também podem interferir na função sexual. Por isso, a dificuldade persistente não deve ser tratada como uma questão isolada. A avaliação médica permite identificar possíveis doenças associadas e definir o tratamento adequado para cada paciente.

Além das causas físicas, fatores psicológicos podem contribuir para o problema. O psiquiatra André Lauzer, professor da pós-graduação em Psiquiatria da Afya Educação Médica Teresina, explica que ansiedade e estresse mantêm o organismo em estado de alerta, dificultando a resposta sexual. Já a depressão pode afetar o desejo, a autoestima, a disposição e a capacidade de sentir prazer. O medo de uma nova falha também pode provocar um ciclo de ansiedade durante as relações. “É importante entender que isso não significa falta de atração pela parceria, falta de masculinidade ou ausência de desejo”, destaca o especialista. As causas emocionais e orgânicas podem ocorrer simultaneamente, o que torna necessária uma investigação abrangente.

A vergonha e o receio de serem julgados ainda afastam muitos homens dos consultórios, atrasando o diagnóstico e o tratamento. Quando a dificuldade provoca sofrimento, ansiedade ou faz com que o homem evite a intimidade, a orientação é procurar atendimento especializado. A psicoterapia pode ajudar a lidar com a ansiedade de desempenho e questões emocionais, podendo ser associada ao acompanhamento urológico. Os especialistas também alertam para os riscos da automedicação, já que nem todos os casos exigem medicamentos e o uso sem orientação pode favorecer a dependência psicológica. “A medicação não deve ser usada como um energético ou aditivo”, alerta Marcelo Oliveira.

Fonte: Ícone Comunicação

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