Justiça decreta prisão domiciliar de suspeita de assassinar companheiro a facada
Perícia ainda investiga se caso foi de legítima defesa ou não
A justiça decretou, nesta quarta-feira (16), a prisão domiciliar de Maria Edna da Silva Lima, 27 anos, suspeita de assassinar com um golpe de faca seu companheiro, no último domingo (13), em Piracuruca.
O delegado titular de Piracuruca, Abimael Silva informou ao Portal AZ que a jovem tem um filho de dois meses de idade, por isso deverá ficar em recolhimento domiciliar. “Ela ficará em casa por conta do filho de dois meses e fará uso de tornozeleira eletrônica”.
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Suspeita de assassinar marido com facada tem prisão domiciliar decretada (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Ainda de acordo com o delegado, a perícia vai determinar se o caso foi de legítima defesa, como alegou Maria Edna em seu depoimento.
“A perícia deve determinar onde foi o início da briga, onde se desenrolou a luta corporal e aproximar uma conclusão sobre o uso da legítima defesa ou se não foi o uso da legitima defesa”, explicou ao Portal AZ.
Abimael Silva relatou também que além do ferimento principal no peito, a vítima apresentava outras lesões que aparentemente foram feitas pela faca que estava com Maria Edna.
“Ela alega que ele caiu em cima da faca, mas isso não é compatível com as lesões de defesa, porque se ele tivesse caído em cima da faca ele não teria outros ferimentos causados por faca. Teria sido só uma única lesão e ele apresenta mais de uma. A vítima tem alguns riscos na mão, tem uma corte no braço, riscos no peito”, contou.
Depoimento da suspeita
Em seu depoimento, Maria Edna afirmou que horas antes do ocorrido aconteceu uma discussão entre o casal, que a mesma foi embora do local onde estavam com o filho e que horas depois Wadson voltou para casa.
Maria Edna durante seu depoimento à polícia (Foto: Reprodução)
"Passado um tempo ele voltou e ficou batendo no portão para eu abrir, mas eu disse que quem estava com a chave era ele. Ele chutou o portão e pulou o muro. Nós começamos a discutir, mas eu peguei uma comida para comer e a gente discutindo, ele me xingou. Ele me deu duas testadas e a gente começou a me empurrar. Nisso eu estava com a faca na mão, mas eu não tive intensão de fazer mal, não imaginei. Seu eu soubesse tinha soltado", relatou a suspeita.
Maria Edna informou a autoridade policial que a luta corporal continuou e que os dois caíram no chão. Ela relatou que pegou um jarro bata bater em Wadson, mas que momentos depois viram que ele havia caído por cima da faca que estava na mão dela.
“Depois disso liguei para duas pessoas, que foram ao local e ajudaram a levar a vítima para uma unidade médica”, contou.
Outras brigas
Ainda em seu depoimento, Edna contou que já houveram outras discussões no passado e que, em alguns momentos, Wadson teria apertado seu braço com muita força e até mesmo a chutado.
Wadson da Silveira, de 28 anos, chegou a ser encaminhado para uma unidade médica, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
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