Lula anuncia R$ 1,6 bi para saúde em cidades atingidas por desastre em MG
Recursos do Fundo Rio Doce vão financiar 104 novas unidades do SUS e serviços móveis
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (26), da cerimônia de posse do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (CFPS Rio Doce). O evento, realizado quase 10 anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), marcou o anúncio de R$ 1,6 bilhão para a construção e modernização de serviços de saúde em 48 municípios atingidos.
O pacote inclui a criação de 104 novas estruturas do Sistema Único de Saúde (SUS), entre Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), policlínicas e hospitais. Também estão previstas Unidades Odontológicas Móveis, centros de referência em vigilância e investimentos em saúde digital, telessaúde, insumos, medicamentos, ambulâncias e equipamentos.
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Mais da metade dos recursos — R$ 826 milhões — será transferida diretamente às prefeituras até 2026, sendo R$ 562,6 milhões ainda em 2025. Já o Ministério da Saúde aplicará R$ 745 milhões na criação de quatro centros especializados para atender pessoas expostas a substâncias tóxicas e monitorar a qualidade da água. Um deles será o Centro de Referência das Águas, em Governador Valadares (MG), em parceria com universidades.
Entre os projetos anunciados estão o Hospital-Dia de Santana do Paraíso (MG), voltado para cirurgias de baixa complexidade, e o Hospital Universitário em Mariana (MG), vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).
Fundo Rio Doce e novos aportes
Os investimentos são financiados pelo Fundo Rio Doce, criado em 2024 após a repactuação da reparação de danos da barragem da Samarco. A mineradora se comprometeu a destinar R$ 100 bilhões ao longo de 20 anos, dos quais R$ 49,1 bilhões serão executados pela União em áreas como saúde, educação, geração de renda, inovação e meio ambiente. A gestão é feita pelo BNDES, com orientação do Comitê Gestor do Fundo, coordenado pela Casa Civil.
Fonte: Correio Braziliense