Maranhão propõe fundo ambiental custeado por grandes empresas poluidoras

Governador sugere que indústrias de países ricos financiem projetos sustentáveis nos menos desenvolvidos

Por Dominic Ferreira,

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, defendeu durante a COP30 a criação de um fundo internacional que obrigue empresas poluidoras de países ricos a financiarem iniciativas ambientais em regiões mais vulneráveis. Segundo ele, essa contribuição seria essencial para viabilizar projetos sustentáveis e definitivamente reduzir o fosso entre discursos e ações concretas de preservação. 

Foto: Governo-MAOK

Brandão propõe que indústrias de alto impacto, como as de petróleo, carvão e gás, destinem um percentual do faturamento a esse fundo. “São bilionários, donos de petróleo, poluem o mundo […] esse fundo tem que ser usado para projetos que deram certo”, afirmou.

A proposta ainda prevê que os recursos sejam aplicados em iniciativas já existentes no Maranhão, bem como em novos projetos. Entre as prioridades estão a recuperação de áreas degradadas, criação de parques ecológicos e programas para prevenir queimadas. O governador, inclusive, já firmou acordos como um de US$ 100 milhões com a empresa suíça Mercuria para compensações ambientais, destacando a busca por modelos alternativos de financiamento. 

Além da proposta do fundo, Brandão destaca outra iniciativa social apresentada na COP30: a construção da primeira universidade indígena do Brasil, em parceria com o Instituto Tukán, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão e a Universidade Estadual local. A instituição será instalada na Terra Indígena Araribóia.

Fonte: Agência Brasil

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