Governo Estadual define novas diretrizes para quatro locais de preservação

As mudanças trazem plano de manejo, segurança jurídica, proteção ambiental e organização territorial

Por Carlos Sousa,

O Governo do Piauí oficializou novas diretrizes para quatro importantes unidades de conservação ao publicar, no Diário Oficial do Estado, as portarias que aprovam seus planos de manejo. A medida reforça o Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC-PI) e estabelece bases técnicas e administrativas para a gestão das áreas.

Foto: ReproduçãoPreservação
Preservação

As unidades contempladas são: APA das Nascentes do Rio Uruçuí-Preto, APA dos Altos Cursos dos Rios Gurguéia e Uruçuí-Vermelho, Parque Estadual do Zoobotânico e Estação Ecológica Chapada da Serra Branca. Cada uma delas passa a contar com diretrizes formais de planejamento territorial, organização gerencial, proteção e uso sustentável dos recursos naturais.

Segurança jurídica e padronização da gestão

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), os planos de manejo fortalecem a atuação do Estado ao unificar procedimentos de fiscalização, monitoramento, investimentos e parcerias. Os documentos tornam mais claros os critérios de tomada de decisão e ampliam a segurança jurídica das ações dentro das unidades de conservação.

José Neto, gerente de Unidades de Conservação da Semarh, destacou que os planos consolidam informações essenciais sobre cada território e orientam, de forma precisa, as estratégias de proteção.

“Os Planos de Manejo definem caminhos claros para a proteção dos recursos naturais. São instrumentos fundamentais para garantir uma gestão qualificada e alinhada às necessidades das comunidades e do meio ambiente”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que o processo foi construído com participação social. Oficinas com moradores, pesquisadores e instituições locais contribuíram para incorporar saberes tradicionais e fortalecer a corresponsabilidade na gestão ambiental.

Proteção de nascentes, rios e ecossistemas prioritários

Os planos referentes às APAs e à Estação Ecológica detalham ações para preservar nascentes, matas ciliares, paisagens sensíveis, ecossistemas de alta relevância, sítios arqueológicos e rios estratégicos para o abastecimento e a biodiversidade do estado.

Os diagnósticos apresentam desafios comuns, como avanço da erosão, pressão agropecuária, perda de vegetação nativa e fragilidade de práticas sustentáveis em algumas regiões. Esses elementos servirão como base para planejamento, fiscalização e implementação de políticas públicas nos próximos anos.

Marco ambiental para o Estado

O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, classificou a publicação dos quatro planos de manejo como um marco para a política ambiental do Piauí.

“Trata-se de uma entrega estruturante, que reforça o compromisso do Governo do Estado com a proteção da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais. Esses instrumentos orientam decisões de gestão e fortalecem o trabalho das equipes em campo”, destacou.

Com as novas diretrizes, o Piauí amplia sua capacidade de gestão territorial e reafirma a importância das unidades de conservação como instrumentos essenciais para a preservação, o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida das comunidades que dependem desses ecossistemas.

Fonte: Semarh

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