Comunidades do Delta ajudam a proteger o menor tamanduá do mundo no litoral
Plantio de mudas e restauração de restinga fortalecem habitat da espécie
Comunidades do Delta do Parnaíba, no litoral do Piauí, estão diretamente envolvidas em ações de conservação do tamanduaí, considerado o menor e menos conhecido tamanduá do mundo. A iniciativa inclui o plantio de espécies nativas e a recuperação de áreas de restinga em regiões estratégicas na divisa entre Piauí e Maranhão, habitat natural da espécie e área de grande relevância ambiental.
Na primeira etapa do projeto, cerca de 600 mudas produzidas por moradores das comunidades Cal, Baixão e Pantanal, em Parnaíba e Ilha Grande, foram utilizadas na restauração de aproximadamente 30 hectares de restinga nos Lençóis Maranhenses, no município de Barreirinhas. A ação é coordenada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em parceria com o Instituto Tamanduá e conta com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com foco na proteção das áreas de amortecimento do parque nacional.
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Além do plantio, o projeto prevê a construção de um viveiro de mudas em Atins (MA) para garantir a continuidade das ações de restauração e reduzir pressões sobre o ecossistema. A iniciativa também aposta na conscientização ambiental e no engajamento da população, inspirada em estratégias educativas e de comunicação que aproximam jovens e comunidades da pauta da conservação da natureza.
O mapa Guardiões do Futuro foi lançado no Fortnite com sete ilhas temáticas afetadas por eventos climáticos extremos, onde jogadores cumprem missões ambientais colaborativas para restaurar ecossistemas. A iniciativa se soma à Plataforma Natureza ON, apresentada na COP30 em Belém com tecnologia Google Cloud e parceria com MapBiomas, voltada ao mapeamento de riscos climáticos e soluções baseadas na natureza. A proposta conecta conscientização ambiental e entretenimento para engajar novas gerações na agenda climática.
O tamanduaí, espécie solitária e de hábitos noturnos, mede cerca de 30 centímetros e pesa até 400 gramas, vivendo principalmente em manguezais e restingas do Nordeste brasileiro. Ainda pouco estudado e classificado com dados insuficientes para avaliação de risco de extinção, o animal reforça a importância da preservação dessas áreas. A recuperação ambiental e o envolvimento comunitário fortalecem a proteção da biodiversidade e contribuem para o desenvolvimento sustentável da região.
Fonte: Fundação Grupo Boticário