Mídia estatal do Irã confirma morte de Ali Khamenei após ataque conjunto
Aiatolá estava em escritório em Teerã quando ação atribuída a EUA e Israel ocorreu; país decreta 40 dias de luto e promete resposta
A televisão estatal iraniana confirmou na noite de sábado (28) a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, após um ataque atribuído a Estados Unidos e Israel na capital Teerã. A informação encerra horas de versões conflitantes e amplia a tensão no Oriente Médio, já marcada por contra-ataques iranianos e trocas de acusações em fóruns internacionais.
Segundo a mídia oficial, Khamenei estava em seu escritório no momento da ofensiva, classificada pelo governo iraniano como “covarde”. Em resposta à morte do principal dirigente político e religioso do país, Teerã decretou 40 dias de luto nacional.
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A Guarda Revolucionária afirmou, em comunicado, que o país “perdeu um grande líder”, exaltando a trajetória do aiatolá e sua atuação à frente da República Islâmica. A nota também reforçou o tom de enfrentamento com os adversários externos, em meio ao agravamento do conflito regional.
Horas antes da confirmação oficial, autoridades de Israel e dos Estados Unidos já haviam anunciado a morte de Khamenei. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que a operação foi resultado de cooperação de inteligência entre os dois países e que outros dirigentes iranianos também foram atingidos.
O governo iraniano, que inicialmente negou a informação, passou a acusar Washington e Tel Aviv de realizar um ataque “ilegal e não provocado”. Como retaliação, o país lançou mísseis contra Israel e contra ao menos sete nações, incluindo Estados do Golfo que abrigam bases militares dos EUA. Até o momento, há registro de ao menos um morto em território israelense.
A morte de Khamenei ocorre em um dos momentos mais delicados da política externa iraniana desde a Revolução Islâmica de 1979. Líder supremo desde 1989, ele concentrava as decisões estratégicas do país, com poder sobre as Forças Armadas, o Judiciário e a política nuclear.
O episódio também intensifica a crise diplomática nas Nações Unidas. Em sessões recentes, Estados Unidos e Israel defenderam ações para impedir o avanço do programa nuclear iraniano, enquanto Teerã acusa os dois países de cometer crime de guerra.
A sucessão no comando da República Islâmica passa a ser o principal ponto de atenção interno, com potencial para reconfigurar o equilíbrio de forças no país e influenciar o rumo do conflito no Oriente Médio.
Fonte: SBT News