ONU cobra regras mais rígidas para proteger crianças nas redes
Organização alerta para impactos de recursos “viciantes” na saúde mental de menores
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta sexta-feira (29) que a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital se tornou uma “prioridade urgente” e cobrou medidas mais rigorosas de governos e empresas de tecnologia para reduzir riscos nas plataformas online.
O alerta foi feito pelo alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, que atribuiu parte dos danos causados pelas redes sociais e aplicativos a escolhas de design adotadas pelas empresas do setor.
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Segundo o representante da ONU, recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e notificações constantes ampliam o tempo de exposição de crianças e adolescentes às plataformas e aumentam o contato com conteúdos considerados nocivos.
“Os danos online à segurança, privacidade e bem-estar das crianças não são inevitáveis”, afirmou Türk em comunicado divulgado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
O órgão reconhece que a internet desempenha papel importante no acesso à educação, informação e interação social, mas alerta para impactos crescentes na privacidade, segurança e saúde mental de menores de idade.
Junto do posicionamento, a ONU divulgou uma série de recomendações para tornar o ambiente digital mais seguro. Entre as medidas defendidas estão a criação de plataformas mais seguras desde a fase de desenvolvimento, ampliação da proteção de dados, maior transparência sobre algoritmos e sistemas mais eficazes de verificação etária.
A organização também afirmou que proibições amplas ao uso de redes sociais por menores podem não resolver o problema isoladamente. Segundo o documento, restrições sem mudanças estruturais nas plataformas podem empurrar crianças e adolescentes para ambientes digitais menos monitorados.
A ONU ainda defendeu maior fiscalização sobre empresas de tecnologia e participação de crianças e adolescentes nas discussões sobre regras e funcionamento das plataformas.
O debate sobre restrições de idade nas redes sociais ganhou força nos últimos meses após países como Austrália, Indonésia e Malásia passarem a discutir ou implementar limitações para menores de idade.
Fonte: SBT News