Niéde Guidon: 50 anos com os pés, mãos e coração no Piauí

Guidon era professora da Escola de Autos Estudos em Ciências Sociais de Paris

Por PortalAZ / André Pessoa,

Em 2020 comemoramos um marco na história recente do Piauí: os 50 anos da chegada da pesquisadora paulista Niéde Guidon (87), ao sertão piauiense no segundo semestre de 1970 - não se sabe ao certo a data correta da sua chegada.

Foi um primeiro encontro com o semiárido e suas maravilhas culturais e naturais que lhe atraíram de tão longe. Cinco anos depois Niéde concluiu o seu doutorado em Paris e, em mais dois anos, meados de 1977, ela se torna professora da Escola de Autos Estudos em Ciências Sociais de Paris. 

Mas após pisar o solo seco, ácido e ressequido da Caatinga, cheio de surpresas científicas em seu interior, Guidon foi mordida pela mosca azul nordestina e se derreteu pelo sertão. Nunca mais deixou esse rincão. Trocou tudo que tinha na França por um antigo quartel em São Raimundo Nonato .

De lá para cá ela criou um parque nacional incrível, descobriu a maior galeria de arte rupestre do Brasil, colocou o Piauí no mapa do mundo, criou dois museus espetaculares, montou um centro cultural com acervo científico de 4 décadas de pesquisas multidisciplinares e formou muitos alunos - de crianças ao mais especialista doutor. 

Nesse ínterim, a bela Pedra Furada virou o cartão postal do Piauí, divulgando a sua imagem pelo planeta.

Hoje, só temos que agradecer a essa figura ímpar, contemporânea, iluminada, obstinada e guerreira. Você mudou o destino de um pedaço do Brasil.

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