Empresas brasileiras ainda priorizam reação a ataques digitais, aponta estudo

Levantamento revela baixa cultura de prevenção contra invasões cibernéticas

Por Dominic Ferreira,

Apesar do aumento dos prejuízos provocados por ataques cibernéticos, empresas brasileiras ainda concentram mais recursos na recuperação de danos do que em ações preventivas. Um levantamento divulgado em 2026 mostra que sete em cada dez companhias ampliaram os gastos com remediação após sofrerem invasões, evidenciando uma cultura de resposta tardia diante das ameaças digitais. 

Foto: Reprodução/FreepikOk

Os dados fazem parte do CIO Report 2026, pesquisa realizada pela Logicalis em parceria com a Vanson Bourne. Segundo o estudo, 72% das organizações brasileiras elevaram os investimentos para corrigir prejuízos causados por ataques cibernéticos, enquanto apenas uma parcela menor prioriza estratégias robustas de prevenção. O movimento acompanha uma tendência global, na qual 68% das empresas também registraram aumento dos gastos após incidentes. 

Especialistas alertam que investir em segurança antes dos ataques costuma ser mais barato do que lidar com as consequências posteriores. O advogado especializado em cibercrimes Luiz Augusto D'Urso destaca que o custo preventivo pode representar cerca de 10% das perdas provocadas por uma invasão. AAtaques também podem omprometer sistemas, interromper operações, causar vazamento de dados e afetar a reputação das empresas no mercado. 

Outro desafio apontado pelo levantamento é a escassez de profissionais qualificados em cibersegurança. Segundo a pesquisa, 94% das empresas brasileiras já adotaram medidas para enfrentar a falta de mão de obra especializada, investindo em capacitação e contratação baseada em competências. Para especialistas, a segurança digital deixou de ser uma questão exclusivamente tecnológica e passou a integrar a estratégia de continuidade e proteção dos negócios em um cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas. 

Fonte: Correio Braziliense

Comente

Pequisar