Prefeitura de São Lourenço do Piauí bloqueia curso de Riacho

População acusa o pai da atual prefeita como beneficiário da obra

Por André Pessoa,

O Ministério Público Federal ou a Promotoria Estadual do Meio Ambiente precisam agir com urgência no caso do crime ambiental cometido contra o curso natural das águas do Riacho São Lourenço, um dos principais afluentes do agonizante Rio Piauí, que de tão importante no passado deu nome ao estado. 

Prefeitura de São Lourenço do Piauí bloqueia curso de Riacho (Foto: divulgação)

Sem autorização federal, ou mesmo da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Piauí (SEMAR), a Prefeitura do município de São Lourenço do Piauí (550 km de Teresina), simplesmente aterrou o riacho para a construção de uma rua entre os dois lados da zona urbana.

Para os moradores da cidade procurados por nossa reportagem, a obra foi realizada em benefício do pai da prefeita. “Ele que fez a barragem para ter água para a sua criação. E não é só essa não. Ali atrás ele fez outro aterro para segurar a água”, disse uma moradora que passava pela ponte da cidade. 

População acusa o pai da atual prefeita como beneficiário da obra (Foto: divulgação)

A barragem bloqueou o fluxo natural dos peixes e outras espécies impedido a sua reprodução. Um crime ambiental de graves proporções. Se a água não for liberada de forma imediata os prejuízos para a fauna aquática com consequências em todo os ecossistemas da área serão terríveis. 

Até parece existir dois pesos e duas medidas quando se trata de políticos no Piauí. Na própria zona urbana de São Lourenço uma churrascaria ficou com as obras embargadas durante vários anos pois o proprietário tinha feito um aterro na lagoa na saída de São Lourenço para Dirceu Arcoverde. Só recentemente a questão foi resolvida e o comércio pôde funcionar.

Agora, aparentemente para beneficiar a população com um acesso mais fácil ao centro comercial, mas com segundas intenções, que segundo a população foi beneficiar o pai da atual prefeita Michele de Oliveira Cruz (Progressista).

(Foto: divulgação)

Se a Prefeitura quisesse fazer uma obra para benefício do município teria que construir uma ponte ou, no mínimo, uma passagem molhada para garantir o fluxo natural do rio.

Da forma que foi feita trata-se claramente de um crime ambiental de proporções incalculáveis. A cada dia a situação tende a piorar e as consequências para natureza são incertas.

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