Prefeitura de São Lourenço do Piauí bloqueia curso de Riacho
População acusa o pai da atual prefeita como beneficiário da obra
O Ministério Público Federal ou a Promotoria Estadual do Meio Ambiente precisam agir com urgência no caso do crime ambiental cometido contra o curso natural das águas do Riacho São Lourenço, um dos principais afluentes do agonizante Rio Piauí, que de tão importante no passado deu nome ao estado.
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Prefeitura de São Lourenço do Piauí bloqueia curso de Riacho (Foto: divulgação)
Sem autorização federal, ou mesmo da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Piauí (SEMAR), a Prefeitura do município de São Lourenço do Piauí (550 km de Teresina), simplesmente aterrou o riacho para a construção de uma rua entre os dois lados da zona urbana.
Para os moradores da cidade procurados por nossa reportagem, a obra foi realizada em benefício do pai da prefeita. “Ele que fez a barragem para ter água para a sua criação. E não é só essa não. Ali atrás ele fez outro aterro para segurar a água”, disse uma moradora que passava pela ponte da cidade.
População acusa o pai da atual prefeita como beneficiário da obra (Foto: divulgação)
A barragem bloqueou o fluxo natural dos peixes e outras espécies impedido a sua reprodução. Um crime ambiental de graves proporções. Se a água não for liberada de forma imediata os prejuízos para a fauna aquática com consequências em todo os ecossistemas da área serão terríveis.
Até parece existir dois pesos e duas medidas quando se trata de políticos no Piauí. Na própria zona urbana de São Lourenço uma churrascaria ficou com as obras embargadas durante vários anos pois o proprietário tinha feito um aterro na lagoa na saída de São Lourenço para Dirceu Arcoverde. Só recentemente a questão foi resolvida e o comércio pôde funcionar.
Agora, aparentemente para beneficiar a população com um acesso mais fácil ao centro comercial, mas com segundas intenções, que segundo a população foi beneficiar o pai da atual prefeita Michele de Oliveira Cruz (Progressista).
(Foto: divulgação)
Se a Prefeitura quisesse fazer uma obra para benefício do município teria que construir uma ponte ou, no mínimo, uma passagem molhada para garantir o fluxo natural do rio.
Da forma que foi feita trata-se claramente de um crime ambiental de proporções incalculáveis. A cada dia a situação tende a piorar e as consequências para natureza são incertas.