No Piauí, homem é preso suspeito de esfaquear o próprio cachorro
Segundo a polícia, o animal foi socorrido e não corre risco de morte
Luís Ferreira da Silva, de 45 anos, foi preso na terça-feira (07) suspeito de esfaquear o próprio cachorro no município de Valença, município a 230 quilômetros de Teresina. Conforme nova lei, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, em caso de condenação, dono do animal poderá cumprir pena no sistema prisional de dois a cinco anos de reclusão.
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Segundo a polícia, o animal foi socorrido e não corre risco de morte (Foto: divulgação PM)
Ao Portal AZ, o delegado Maycon Braga da Polícia Civil de Valença, informou que ele foi denunciado pela irmã e uma associação de proteção aos animais do município.
“Ele admitiu que efetuou o corte no animal, mas que queria dar um ‘pano de facão’, que é bater com a lateral, mas acabou cortando o cachorro”, relatou o delegado.
O animal deverá ser encaminhado para um novo lar (Foto: reprodução)
O animal foi ferido nas costas e precisou ser socorrido por médicos veterinários. Segundo o delegado, o animal passa bem e deverá ter um novo lar. "O suspeito foi encaminhado para a Delegacia Regional de Valença e ficará à disposição da justiça", explicou Maycon Braga.
Entenda a nova lei
No último dia 29 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, sem vetos, a lei que estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão para quem praticar atos de abuso, maus-tratos ou violência contra cães e gatos.
Bolsonaro sanciona lei com pena maior, de até cinco anos, para maus-tratos contra cães ou gatos — Foto: Reprodução/TV Brasil
A legislação é resultado de uma proposta de autoria do deputado Fred Costa (Patriota-MG). No Senado, foi relatada pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e aprovada no último dia 9. A alteração será feita na Lei de Crimes Ambientais. Hoje, a legislação prevê pena menor, de três meses a um ano de detenção, para quem pratica os atos contra animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
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