Alertas falsos da Defesa Civil foram enviados com credenciais de agentes do Pará

Governo federal apura invasão ao sistema; milhões receberam mensagens indevidas em vários estados

Por Redação do Portal AZ,

As investigações sobre os alertas falsos que atingiram celulares em diversas regiões do país apontam que os disparos foram realizados com credenciais vinculadas a agentes de Defesa Civil do Pará. O caso é tratado pelo governo federal como uma invasão ao sistema nacional de alertas e já está sob investigação da Polícia Federal. Os avisos indevidos foram enviados na madrugada de sábado (20) por meio da plataforma Defesa Civil Alerta e chegaram a milhões de usuários em diferentes estados. As mensagens continham a palavra “misantropia” e foram classificadas como alertas extremos, categoria normalmente reservada para situações de risco iminente à população. 

Foto: Print Marcelo BrandãoFalso alerta da Defesa Civil
Falso alerta da Defesa Civil

Segundo informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pelo sistema, a apuração preliminar indica que os invasores utilizaram credenciais associadas a usuários cadastrados no Pará para acessar a plataforma. A suspeita é de que os dados tenham sido clonados ou comprometidos durante a ação criminosa, permitindo a emissão indevida dos comunicados. O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou que não há indícios de participação de servidores que possuíam acesso regular ao sistema. A principal linha de investigação aponta para um ataque cibernético realizado por pessoas externas à estrutura oficial da Defesa Civil.

De acordo com o governo federal, foram identificados dez disparos irregulares: nove por meio da tecnologia Cell Broadcast, que envia mensagens para todos os aparelhos conectados a antenas de telefonia em determinada região, e um por SMS. O alcance exato ainda está sendo calculado, mas a estimativa é que milhões de pessoas tenham recebido as notificações. 

Os primeiros envios teriam sido registrados a partir de Curitiba. Conforme as equipes de tecnologia bloqueavam acessos suspeitos, novas credenciais eram utilizadas para manter os disparos em diferentes localidades do país, o que reforçou a hipótese de uma ação coordenada. Relatos de recebimento das mensagens foram registrados no Distrito Federal e em estados como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Acre. As notificações acionaram o som característico de alerta extremo, capaz de interromper o modo silencioso dos aparelhos. 

Após a identificação da invasão, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional retirou a plataforma do ar e iniciou uma revisão dos protocolos de segurança. O sistema permanecerá desativado até que sejam concluídas as medidas para impedir novos acessos indevidos.

A Polícia Federal foi acionada para identificar os responsáveis pela invasão e apurar como as credenciais utilizadas no ataque foram obtidas. Paralelamente, a equipe de tecnologia do governo trabalha no desenvolvimento de uma nova versão do sistema, com mecanismos adicionais de segurança para evitar novos episódios semelhantes. 

Fonte: Com informações do Correio Braziliense

Comente

Pequisar