Operação bloqueia R$ 6 bi e apreende 250 veículos em esquema ligado ao PCC

Ação da Polícia Civil mira rede de lavagem de dinheiro que atuava para a facção e envolvia empresas de diversos setores.

Por Carlos Sousa,

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) bloqueou R$ 6 bilhões em contas bancárias e apreendeu mais de 250 veículos nesta quinta-feira (4). Entre os bens sequestrados estão carros de luxo, como modelos da marca Ferrari, além de imóveis e embarcações de alto valor.

Foto: Reprodução/Polícia CivilFerrari é apreendida durante operação contra o PCC
Ferrari é apreendida durante operação contra o PCC

A Justiça determinou o sequestro de 49 imóveis, três embarcações avaliadas em quase R$ 20 milhões e 257 veículos vinculados aos investigados. Pelo menos 20 pessoas físicas e 37 jurídicas tiveram contas bancárias bloqueadas. Batizada de Falso Mercúrio, a ação mobilizou cerca de cem policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e cumpriu 48 mandados de busca e apreensão na capital e na Grande São Paulo.

Foto: Reprodução/Polícia CivilCarros de luxo são apreendidos durante operação contra lavagem de dinheiro do PCC
Carros de luxo são apreendidos durante operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Apesar de seis mandados de prisão autorizados, nenhum suspeito foi detido, pois todos estão foragidos.

As investigações apontam que o grupo alvo da operação prestava serviços de lavagem de dinheiro ao PCC, funcionando de forma independente, sem vínculo formal com organizações criminosas. O esquema recebia recursos de atividades ilícitas e os redistribuía para 49 empresas de diferentes setores — como padarias, lojas de veículos e fintechs — com o objetivo de dar aparência de legalidade ao dinheiro.

Segundo os investigadores, a rede era estruturada em três frentes: coletores, responsáveis por arrecadar os valores; intermediários, encarregados de movimentar e ocultar os recursos; e beneficiários finais, que recebiam o dinheiro já “legalizado”.

Durante a operação, veículos de alto padrão foram apreendidos em diversos endereços. As imagens mostram carros esportivos e modelos de luxo que, segundo a polícia, eram utilizados para ocultação patrimonial.

O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, informou que duas das empresas investigadas transferiram recursos para Matheus Augusto de Castro Mota e Kauê do Amaral Coelho. Kauê, conhecido como “olheiro do PCC”, é suspeito de participação na execução do empresário Antônio Vinicius Gritzbach, morto no hangar de um aeroporto em São Paulo. De acordo com a polícia, ele teria avisado os atiradores sobre a chegada da vítima, enquanto Matheus teria auxiliado em sua fuga.

Fonte: G1

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