Polícia prende terceiro réu por estupro coletivo no Rio

Jovem de 18 anos se entregou; investigação apura outro caso envolvendo estudante do Colégio Pedro II

Por Redação Portal AZ,

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira (4) o terceiro envolvido no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Ainda há expectativa de que um quarto acusado se apresente à Justiça.

Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilPolícia prende terceiro réu por estupro coletivo no Rio
Polícia prende terceiro réu por estupro coletivo no Rio

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro confirmou que Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, se entregou na manhã desta quarta-feira (4), acompanhado de advogado. Ele era considerado foragido no inquérito que apura o estupro coletivo ocorrido em janeiro, em um apartamento de temporada em Copacabana, na zona sul da capital fluminense.

O imóvel onde o crime ocorreu pertence à família do jovem. Ele é filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do estado, José Carlos Simonin, que foi exonerado do cargo após a repercussão do caso.

Segundo as investigações conduzidas pela 12ª Delegacia Policial, cinco homens participaram do crime — um deles menor de idade, contra quem não há mandado de prisão. Os maiores respondem por estupro com agravante de a vítima ser menor de idade e por cárcere privado. Dois suspeitos já foram encaminhados ao sistema prisional. A polícia informou que negocia com a defesa de Bruno Felipe dos Santos Allegretti para que ele também se apresente.

Foto: ReproduçãoVitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos

De acordo com o inquérito, a adolescente foi convidada por um colega para ir ao apartamento sob o pretexto de um encontro entre amigos. Ao chegar, foi trancada no quarto e violentada após recusar manter relações com os demais presentes. Imagens do circuito interno do edifício integram as provas reunidas pela investigação.

O caso ganhou novos desdobramentos após a revelação de que Vitor Hugo também é investigado por outro suposto estupro ocorrido em outubro de 2025, durante uma festa envolvendo estudantes do Colégio Pedro II. Segundo a polícia, outras possíveis vítimas procuraram a delegacia após a divulgação do episódio de Copacabana, o que levou à abertura de novos inquéritos.

Em entrevista à imprensa, o delegado responsável ressaltou a importância do respeito ao consentimento nas relações. “Não é não. A vítima deixou claro, em diversos momentos, que não aceitaria se relacionar com mais ninguém”, afirmou.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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