PF investiga vazamento de dados sigilosos do banqueiro Daniel Vorcaro

Investigação pode alcançar parlamentares e servidores do legislativo que tiverem acesso ao material

Por Rayfran Junior,

A Polícia Federal abriu investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O caso envolve dados enviados à CPMI do INSS e pode alcançar parlamentares e servidores do Legislativo que tiveram acesso ao material.

Foto: Reprodução/Polícia FederalCondenado a 30 anos de prisão, por crimes ocorridos em 2003, o homem foi localizado e preso nesta sexta-feira em Aroazes, no Piauí
Polícia Federal 

O inquérito foi instaurado por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (6), depois que mensagens privadas do empresário com a então namorada foram divulgadas e passaram a circular nas redes sociais.

O conteúdo fazia parte de documentos encaminhados pela Polícia Federal à comissão parlamentar. O material foi compartilhado com a CPMI após autorização do ministro em 20 de fevereiro.

O presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmaram que o vazamento não ocorreu dentro da comissão. Viana declarou que diversas pessoas tiveram acesso aos dados antes de chegarem ao colegiado, incluindo integrantes do Congresso e da própria Polícia Federal.

Gaspar afirmou que orientou sua equipe a evitar qualquer divulgação de informações durante os trabalhos da comissão.

A exposição das conversas também gerou críticas dentro do STF. O ministro Gilmar Mendes classificou a divulgação de diálogos privados sem relação com crimes como uma grave violação do direito à intimidade.

Na decisão que determinou a abertura do inquérito, Mendonça destacou que informações obtidas por meio de quebra de sigilo continuam protegidas por confidencialidade e não podem ser tornadas públicas durante investigações.

Em nota, a Polícia Federal informou que os relatórios produzidos no caso trazem apenas dados considerados relevantes para o esclarecimento dos fatos e afirmou que segue protocolos rigorosos de segurança no tratamento de informações. A corporação também declarou que não altera nem seleciona trechos de conversas extraídas de equipamentos apreendidos, prática que poderia comprometer o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Fonte: Com informações da CNN

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