Enfermeira denuncia assédio moral e sexual por médico em hospital de Parnaíba
Vítima afirma que foi demitida pelo hospital após denunciar o caso à polícia. Em seguida, hospital voltou atrás e readmitiu a enfermeira
Um médico do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, é alvo de investigação após uma enfermeira denunciar episódios de assédio moral e sexual dentro da unidade. O caso é apurado pela Polícia Civil e também por meio de procedimento interno do hospital.
De acordo com a denúncia, os comportamentos inadequados teriam começado no início de março, durante plantões, com abordagens consideradas constrangedoras. Em uma delas, o médico teria se aproximado por trás, feito contato físico sem consentimento e insinuado vantagem em troca da retirada de um registro em prontuário. A profissional afirma que recusou as investidas e chegou a advertir o médico sobre a possibilidade de formalizar queixa.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
O episódio mais grave, segundo o relato, ocorreu no fim do mês, após um desentendimento envolvendo um registro em prontuário. A enfermeira sustenta que, ao contestar a anotação e apresentar comprovações sobre o atendimento realizado, foi surpreendida por contato físico sem consentimento, onde o médico encostou e pressionou sua genitália contra ela.
A defesa da vítima, representada pela advogada Hellen Daniele, afirma que, após rejeitar o comportamento do médico, a enfermeira passou a enfrentar situações de pressão no ambiente de trabalho, que classifica como perseguição.
Ainda conforme a advogada, a profissional foi chamada à unidade poucos dias após procurar a polícia e informada sobre um possível desligamento. A defesa questiona a medida e aponta que a enfermeira mantinha escala regular de trabalho e não havia substituição prevista.
Em nota, o hospital informou que recebeu a denúncia e encaminhou o caso ao comitê de ética, destacando que a apuração ocorre sob sigilo e com a oitiva das partes envolvidas. A unidade também afirmou que não houve formalização de demissão até o momento.
Confira a nota na íntegra:
O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) recebeu a denúncia envolvendo suposto caso de assédio moral e sexual no âmbito da unidade e tratou a situação com a devida prioridade desde o primeiro momento.
Em conformidade com os fluxos institucionais já estabelecidos, o caso foi imediatamente encaminhado ao Comitê de Ética, que conduz a apuração com responsabilidade, imparcialidade e respeito ao devido processo legal. Todas as partes envolvidas estão sendo ouvidas, incluindo testemunhas, para o completo esclarecimento dos fatos.
Por se tratar de um processo em andamento, as informações são conduzidas sob sigilo, conforme a legislação vigente, garantindo a proteção das pessoas envolvidas e a adequada apuração.
O HEDA reafirma que situações dessa natureza são tratadas com seriedade e responsabilidade, e que não são compatíveis com o ambiente de trabalho que a instituição preza. Seguimos comprometidos com a promoção de um espaço seguro, ético e respeitoso para todos.
As medidas cabíveis serão adotadas a partir da conclusão da apuração.
Fonte: Portal AZ