Justiça Federal decreta prisão preventiva de MC Ryan SP e outros investigados

MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, estão entre os presos

Por Viviane Setragni,

A Justiça Federal em Santos determinou a conversão das prisões temporárias em preventivas de investigados na Operação Narco Fluxo, incluindo o cantor MC Ryan SP, o artista MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa Oliveira. A medida foi adotada após novo pedido da Polícia Federal, que apontou a necessidade de manutenção das prisões diante da gravidade do caso.

Foto: ReproduçãoMC Ryan SP, MC Poze do Rodo e criador da Choquei
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e criador da Choquei

A decisão ocorre após o Superior Tribunal de Justiça ter concedido habeas corpus, ao considerar irregular o prazo da prisão temporária anteriormente decretada. Com o avanço das investigações, no entanto, a Polícia Federal apresentou novos elementos para justificar a prisão preventiva, destacando riscos à ordem pública, possibilidade de continuidade das atividades investigadas e eventual interferência no andamento do processo.

De acordo com as apurações, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de práticas ilegais, como apostas clandestinas, rifas irregulares, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, operações com criptomoedas e envio de recursos ao exterior.

A operação é desdobramento de investigações iniciadas em 2025 e ganhou força a partir da análise de dados armazenados em nuvem, que permitiram identificar a estrutura da organização, seus operadores financeiros e a dinâmica de circulação dos valores.

Com a nova decisão, 36 investigados tiveram as prisões convertidas em preventivas e três passaram a cumprir prisão domiciliar. Segundo a Justiça, a medida busca garantir o andamento das investigações e evitar a destruição de provas ou articulações entre os envolvidos.

A lista dos investigados com prisão preventiva inclui:

Rodrigo de Paula Morgado;

Ryan Santana dos Santos (MC Ryan SP);

Tiago de Oliveira;

Alexandre Paula de Sousa Santos;

Lucas Felipe Silva Martins;

Sydney Wendemacher Junior;

Arlindma Gomes dos Santos;

Raphael Sousa Oliveira;

Marlon Brendon Coelho Couto da Silva;

Diogo Santos de Almeida;

Vinicius dos Reis Pitarelli;

Rodrigo Inacio de Lima Oliveira;

Luis Carlos Custodio;

Jose Ricardo dos Santos Junior;

Ellyton Rodrigues Feitosa;

Caroline Alves dos Santos;

Mateus Eduardo Magrini Santana;

Henrique Alexandre Barros Viana;

Mauro Jube de Assunção;

Chrystian Mateus Dias Ramos;

Luis Henrique Matos Maia;

Orlando Miguel da Silva;

Sun Chunyang;

Xizhangpeng Hao;

Sergio Wegner de Vargas;

Thiago Barros Cabral;

Vitor Ferreira da Cruz Junior;

Yuri Camargo Francisco;

Leticia Feller Pereira;

Alex Lima da Fonseca;

Jiawei Lin;

Thadeu José Chagas Silveira;

Renan Costa da Mota;

Marcus Vinicius Rodrigues de Assis;

Guilherme Ricardo Fuhr;

Jonatas Cleiton de Almeida Santos.

Outros três investigados tiveram a prisão convertida em domiciliar: Fernando de Sousa, Débora Vitória Paixão Ramos e Estefany Pereira da Silva.

As defesas dos investigados contestam a decisão e afirmam que não há fundamentação individualizada suficiente para justificar a medida mais gravosa. Advogados informaram que irão recorrer às instâncias superiores para tentar reverter as prisões.

Fonte: G1

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