Funcionários relatam assédio em gestão de ex-presidente do BRB
Denúncias citam constrangimentos e pressão interna durante administração.
Funcionários do Banco de Brasília relataram episódios de assédio moral atribuídos ao ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, preso em abril durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. As denúncias foram formalizadas e estão sob análise de órgãos competentes.
De acordo com os relatos, os episódios ocorreram de forma recorrente ao longo da gestão e envolviam constrangimentos em reuniões, cobranças consideradas excessivas e comportamentos que teriam gerado um ambiente de medo entre os servidores. Entre as situações descritas estão gritos em encontros internos e exigências incomuns, como a retirada de celulares antes do início das reuniões.
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Servidores ouvidos sob condição de anonimato afirmam que o então presidente adotava postura considerada agressiva, inclusive diante de outros gestores. Há também relatos de instabilidade na condução das equipes, com mudanças frequentes em cargos de direção e substituições sucessivas de lideranças.
Outro ponto citado nas denúncias envolve práticas consideradas humilhantes. Segundo os funcionários, equipes que não alcançavam metas eram expostas publicamente em reuniões, sendo obrigadas a usar gravatas vermelhas como forma de identificação. Em um dos episódios relatados, o ex-presidente teria arremessado o próprio celular contra a parede durante uma reunião.
No contexto de operações envolvendo o Banco Master, servidores afirmam que Paulo Henrique Costa acompanhava diretamente processos internos, pressionando por prazos reduzidos em análises que, normalmente, demandariam meses para conclusão. Segundo os relatos, essas exigências ocorriam com a participação de superintendentes e gerentes.
Os funcionários também apontam impactos na saúde mental ao longo do período. De acordo com os depoimentos, houve crescimento nos afastamentos por questões psicológicas entre os servidores durante a gestão. Os denunciantes relatam ainda que o medo de retaliações e a falta de confiança em canais internos dificultaram a formalização de queixas na época.
As denúncias surgem no contexto de investigações que apuram suspeitas de irregularidades envolvendo o ex-presidente. Conforme apuração, ele é investigado por suposto recebimento de imóveis avaliados em R$ 146 milhões em troca de favorecimento em operações financeiras.
Fonte: Com informações do G1 nacional