Suspeitos de pichar monumentos históricos de Parnaíba são alvos de operação
Policiais apreenderam materiais utilizados nas pichações, aparelhos eletrônicos e outros objetos que devem auxiliar no andamento das investigações.
Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar cumpriu, nesta sexta-feira (15), mandados de busca e apreensão contra três investigados por envolvimento em pichações registradas em diferentes pontos de Parnaíba, no litoral do estado. O grupo é suspeito de vandalizar imóveis públicos, estabelecimentos comerciais e monumentos históricos da cidade. Os alvos da ação foram identificados pelas iniciais J.I.S.S., N.D.N.S. e L.A.A.
De acordo com a polícia, a identificação dos suspeitos ocorreu após análise de imagens de câmeras de segurança espalhadas pela cidade.
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Em um dos vídeos obtidos durante a investigação, integrantes do grupo aparecem utilizando tinta spray para fazer pichações em paredes de estabelecimentos comerciais. Outro registro mostra uma das investigadas realizando a pichação enquanto um comparsa filma ou fotografa a ação com um celular.
As diligências também levaram os investigadores a perfis em redes sociais supostamente ligados aos suspeitos, principalmente na plataforma X, antigo Twitter. Conforme a polícia, os perfis continham publicações relacionadas às pichações, além de assinaturas gráficas semelhantes às encontradas nos locais vandalizados.
Segundo a investigação, um dos perfis monitorados chegou a publicar mensagens em tom de deboche sobre ações da Polícia Civil no município.
Ao longo das apurações, os investigadores cruzaram boletins de ocorrência, imagens de monitoramento e materiais coletados pelas equipes de inteligência. Mais de 36 pontos com pichações foram identificados na cidade.
Entre os locais atingidos estão o monumento Maria-Fumaça, o Obelisco da Praça Santo Antônio, o Espaço da Cidadania, estruturas da Beira Rio, o Hospital Marques Basto e imóveis históricos da região central do município.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam materiais utilizados nas pichações, aparelhos eletrônicos e outros objetos que devem auxiliar no andamento das investigações.
O delegado Ayslan Magalhães afirmou que a investigação foi construída com base em análise técnica e monitoramento das ações do grupo.
“Foi uma investigação minuciosa, baseada em levantamentos de campo, análise de vídeos, boletins de ocorrência e monitoramento de redes sociais. Reunimos elementos importantes que apontam para a atuação coordenada dos envolvidos”, declarou.
A operação foi coordenada pela Polícia Civil do Piauí com apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).
Fonte: Com informações da SSP-PI