Dois homens são enforcados no Irã por ligação com protestos contra governo
Comunicado confirma pena pelo Supremo Tribunal, mas não detalha data da prisão nem do julgamento.
A Justiça do Irã anunciou neste domingo (17) a execução por enforcamento de dois homens condenados pela morte de policiais durante as manifestações que atingiram o país entre dezembro e janeiro. Segundo as autoridades iranianas, Erfan Esfandiari e Gol-Mohammad Mohammadi participaram de um ataque contra agentes de segurança na cidade de Isfahan, na região central do país.
De acordo com o Judiciário iraniano, os condenados amarraram policiais a uma placa de trânsito, agrediram as vítimas com pedras, lançaram gasolina e atearam fogo. A acusação também sustenta que os dois gravaram a ação e enviaram as imagens para emissoras de televisão no exterior.
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A execução ocorreu após a confirmação da sentença pelo Supremo Tribunal do Irã. O comunicado oficial não informou as datas da prisão nem do julgamento dos condenados.
Os fatos estão relacionados à onda de manifestações que tomou o país no fim de dezembro e início de janeiro. Inicialmente motivados pelo alto custo de vida, os protestos se transformaram em atos contra o governo e alcançaram maior intensidade nos dias 8 e 9 de janeiro.
O governo iraniano atribuiu a violência a ações classificadas como terroristas, alegando participação dos Estados Unidos e de Israel. Organizações não governamentais sediadas fora do país, por outro lado, afirmam que a repressão aos protestos provocou milhares de mortes.
O cenário de tensão se agravou após a escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Em fevereiro, ataques militares ampliaram a crise regional, intensificando também as prisões e as execuções no país.
Segundo as organizações Iran Human Rights, sediada na Noruega, e Ensemble contre la peine de mort (ECPM), da França, o Irã executou ao menos 1.639 pessoas em 2025, número apontado pelas entidades como o maior registrado desde 1989.
Fonte: Com informações do O Globo