Após 1º turno, Lula diz que carrega nas costas “promiscuidade” no STF
Presidente afirmou que é preciso fazer uma reforma no sistema judiciário
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (5), que sua campanha está sofrendo os efeitos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) após as denúncias relacionadas ao Banco Master. Segundo o petista, ele está “carregando nas costas” a “promiscuidade” que, em sua avaliação, se estabeleceu na Suprema Corte.
A declaração ocorreu durante uma reunião com aliados em Brasília, na primeira atividade de campanha de Lula após o resultado do primeiro turno das eleições. O presidente terminou a primeira etapa da disputa em segundo lugar, com 45,16% dos votos válidos, atrás de Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47,03%.
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“Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave, que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessa denúncia”, afirmou Lula.
O presidente também defendeu uma nova reforma do Judiciário e afirmou que o processo precisa discutir os critérios utilizados para a escolha dos ministros do STF. Lula ainda mencionou a possibilidade de estabelecer mandatos para integrantes da Corte.
Para o petista, a atual situação representa um problema institucional diante da perda de confiança da população no Supremo. “Quando você chega numa situação em que a Suprema Corte está sob a desconfiança da sociedade, algo é muito grave”, declarou.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Durante a reunião, Lula também afirmou que Flávio Bolsonaro, seu adversário no segundo turno, representa o sistema político que o senador tenta criticar durante a campanha.
Segundo o presidente, sua campanha deveria ter explicado melhor aos eleitores essa avaliação. Lula afirmou ainda que considera sua própria candidatura como a única que representa uma alternativa “antissistema”.
As críticas ao STF passaram a ocupar espaço maior no discurso de Lula após a crise envolvendo o Banco Master, que levou a mensagens e documentos da Polícia Federal a mencionarem ministros da Corte, familiares e pessoas próximas a integrantes do tribunal. O episódio também provocou divergências públicas entre magistrados sobre a condução das investigações.
Lula cobra mobilização para o segundo turno
Na reunião com aliados, o presidente também avaliou que a campanha terá dificuldades para ampliar significativamente seu eleitorado no segundo turno. Ele destacou o número de eleitores que não compareceram às urnas e pediu que seus apoiadores não ataquem aqueles que deixaram de votar.
Lula mencionou cerca de 30 milhões de eleitores ausentes no primeiro turno e questionou as razões para a abstenção. Para o presidente, a prioridade agora deve ser convencer esse eleitorado, em vez de criticá-lo.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro voltarão a disputar a Presidência da República.
Fonte: Portal AZ