Caso Ana Clara ultrapassa 1 milhão de buscas após debate entre Lula e Flávio

Defesa de policial acusado pela morte de Ana Clara volta ao debate eleitoral

Por Redação,

A pesquisa por “Flávio Bolsonaro caso Ana Clara” ultrapassou 1 milhão de buscas no Google Trends após o debate presidencial realizado pela TV Band no domingo (18). O assunto ganhou repercussão depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre sua atuação como advogado de um policial militar acusado pela morte da menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos. A mobilização nas redes sociais, incluindo uma iniciativa liderada pelo deputado André Janones (Rede-MG), também contribuiu para ampliar o interesse pelo caso. 

Foto: Sérgio Lima/DivulgaçãoFlávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

Ana Clara foi atingida por um disparo de fuzil em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, no Rio de Janeiro. O policial militar Bruno Dias Delaroli foi denunciado pelo Ministério Público estadual pela morte da criança. Segundo a acusação, o agente disparou em direção a uma área residencial e continuou atirando mesmo após pessoas alertarem que havia moradores no local. A perícia recolheu estojos compatíveis com a arma do policial e, conforme a reportagem, não encontrou marcas na viatura que sustentassem a versão de confronto. 

Em 2024, Flávio Bolsonaro assinou um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em defesa do policial, contestando a decisão que determinou que ele fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado, e o caso segue sem julgamento definitivo da responsabilidade criminal do acusado. Durante o debate, Lula questionou a atuação do senador, enquanto Flávio respondeu que a advocacia não deve ser tratada como crime e criticou o adversário por se referir ao policial como culpado antes da conclusão do processo.

Além do caso Ana Clara, as buscas também envolveram episódios relacionados à trajetória política do senador, incluindo sua relação com Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope apontado pelo Ministério Público como chefe do chamado Escritório do Crime, e uma emenda parlamentar destinada a uma entidade investigada pela Polícia Federal. Segundo a reportagem, Flávio não figura como investigado no caso da emenda e afirmou que o repasse seguiu critérios legais. A repercussão digital ocorreu a poucos dias do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, e colocou novamente o histórico do candidato no centro do debate público. 

Fonte: Correio Braziliense

Comente

Pequisar