Teresina tem mais de 170 mil pessoas com doenças crônicas e no grupo de risco da covid-19
Segundo o estudo, os hipertensos são a maior parte dessas pessoas incluídas no sistema
Os dados do sistema e-SUS revelam que Teresina tem mais de 171 mil pessoas com doenças crônicas e que estão nos grupos considerados de risco para a Covid-19.
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Estes são pacientes acompanhados pelas equipes da Atenção Básica e que devem ter atenção redobrada para evitar que sejam contaminados (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)
A maior parte das pessoas incluídas no sistema é de hipertensos: são 87.693 com a doença. Em seguida, estão 29.325 diabéticos, 21.465 acamados e 12.492 pacientes com doenças respiratórias crônicas. Também estão no grupo de risco 9.486 pessoas com doenças cardíacas crônicas, 7.556 doentes renais crônicos e ainda 3.191 que tem ou tiveram câncer. Há ainda 70.481 idosos e 8.781 gestantes.
Segundo o médico infectologista da Fundação Municipal de Saúde, Kelsen Eulálio, as pessoas com doenças crônicas são mais suscetíveis a apresentar sintomas graves da Covid-19, podendo evoluir para complicações ou até mesmo óbito.
“No caso dos diabéticos, por exemplo, os níveis flutuantes de glicose no sangue prejudicam o sistema imunológico do indivíduo, responsável pela defesa do organismo contra os vírus”, diz Kelsen Eulálio.
Ele ainda conta que outros fatores levam ao agravamento em casos de infeção pelo coronavírus. “Os diabéticos, com maior frequência, têm outras alterações metabólicas e comorbidades como obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares e doença renal crônica, que debilitam os pacientes e diminuem a reserva funcional e a capacidade de resposta do organismo”, ressalta o médico.
O infectologista também explica que pessoas com doenças pulmonares crônicas têm a função do pulmão reduzida e, com o ataque de vírus como o coronavírus, este órgão fica ainda mais comprometido. “Em relação às doenças cardíacas é a mesma situação. O coração funciona de forma reduzida e qualquer sobrecarga prejudica ainda mais”, diz o médico.
Kelsen Eulálio ressalta que todas as pessoas precisam cuidar da sua saúde nesse momento de pandemia, principalmente as que fazem parte do grupo de risco.
“É preciso manter boa alimentação, hidratação e fazer exercício físico dentro das suas próprias casas, além de seguir as normas recomendadas pelo Ministério da Saúde para evitar proliferação do coronavírus”, finalizou.
De acordo com Manoel de Moura Neto, presidente da FMS, os pacientes com doenças crônicas podem receber orientação através do Alô Saúde ligando para o número 0800 291 0084, eles são atendidos por médicos da Estratégia de Saúde da Família. “A pessoa fala dos sintomas, recebe orientações e, se necessário, é direcionado para estabelecimento de saúde”, explica Manoel Neto.
Quem precisar de atendimento também pode procurar as 71 Unidades Básicas de Saúde (UBS) abertas para atender pessoas sem nenhum sintoma gripal e que necessitam de consulta médica ou de enfermagem.
Há ainda 10 hospitais de bairro e 3 UPAS, para atender casos de urgência. Por recomendação do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina, as consultas especializadas e os procedimentos eletivos foram temporariamente suspensos.
“A rotina de atendimento nessas 71 UBS está normal, igual ocorria no período anterior à pandemia. A diferença está na forma de acesso. Uma pessoa que reside na zona Leste, por exemplo, pode optar por ser atendida em Unidade na zona Sul e, nesse caso, não há necessidade de agendar para ser consultada pelo médico ou enfermeiro do PSF”, explica o diretor de Atenção Básica da FMS, Kledson Batista.
*Com informações do PMT