Professor explica sobre autonomia médica e liberdade de escolha dos pacientes diante de tratamento

Neurologista Marcus Sabry afirmou que a solução para a Covid-19 é apenas uma questão logística

Por Victória Cardoso,

O professor da Universidade Federal do Piauí, o neurologista Marcus Sabry, defendeu a autonomia dos médicos para indicar o tratamento adequado ao paciente, bem como o próprio paciente ter a liberdade para aceitar ou não o que for proposto. 

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o profissional destacou esse momento da pandemia de coronavírus. Há muitas contradições sobre uso de medicamentos para tratar a doença, a exemplo, da cloroquina e hidroxicloroquina que divide opiniões.

Grande parte da população prefere esperar os sintomas se agravarem para procurar atendimento médico (Foto: Marcelo Casall Jr / Agência Brasil)

Ele explica que a solução para a Covid-19 é apenas uma questão logística: disponibilizar os tratamentos existentes. Mas, para isto, é preciso superar a dis-informação. 

“Se houve alguma resistência em ser oferecida a oportunidade de tratamento, não foi motivado por questões científicas [...] Esse impasse se resolveria a partir de dois pontos: o primeiro é a autonomia do médico. O médico tem conhecimento e autonomia garantida por lei pelo código de ética médico reforçada recentemente pelo conselho federal de medicina para avaliar cada caso e prescrever os tratamentos que ele julgar que sejam mais adequados para cada fase da doença. O segundo ponto é a liberdade do paciente em aceitar ou não o tratamento que foi proposto”, explica o neurologista.

Segundo Marcus Sabry, muitas pessoas deixam de buscar atendimento por acharem que, em fase inicial, os sintomas podem ser tratados em casa.

“As pessoas devem procurar aos primeiros sintomas principalmente o chamado sintoma da fase um, onde é muito parecido com o quadro gripal como outro qualquer, febre, fraqueza, dor de garganta, tosse seca [...] Diante desses sintomas parecidos com o quadro viral de um outro qualquer,  as pessoas já devem procurar o atendimento [...] As pessoas devem procurar aos primeiros sintomas, de preferência no primeiro, no máximo, segundo dia”, diz o médico.

Assista ao vídeo:

O uso da Cloroquina

O uso do deste medicamento em pacientes diagosticados com coronavírus tem intrigado milhares de pessoas no mundo todo. No dia 14 de maio, o Governo do Piauí, juntamente com a Secretaria de Saúde, informou que o uso de corticoide, heparina e hidroxicloroquina já vinha sendo utilizado em pacientes infectados pelo Covid-19 desde o mês de março deste ano.

Segundo a secretaria, a regulamentação sempre seguiu as recomendações do Conselho Regional de Medicina, dando autonomia ao médico para prescrever a medicação padronizada ao tratamento de Covid-19.

No Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, que foi amplamente divulgado como modelo de tratamento, faz parte da rede estadual e comprova a autonomia dada pelo Estado para o trabalho dos médicos

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