Consumo de álcool nas festas de fim de ano eleva riscos à saúde, alertam médicos

Psiquiatra afirma que bebida não deve ser protagonista e pode agravar danos físicos

Por Dominic Ferreira,

Consumo de álcool nas festas de fim de ano eleva riscos à saúde, alertam médicos
Psiquiatra afirma que bebida não deve ser protagonista e pode agravar danos físicos

Lead: O aumento do consumo de bebidas alcoólicas nas festas de fim de ano acende um alerta para riscos à saúde física e mental, além de impactos negativos nas relações familiares e sociais, segundo especialistas.

O consumo de álcool tende a crescer durante as confraternizações de Natal e Ano-Novo, impulsionado pelo clima festivo e pela oferta constante de bebidas. Para a psiquiatra Alessandra Diehl, membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abad), esse hábito potencializa acidentes, conflitos e problemas de saúde, reforçando que não existe consumo seguro de álcool.

De acordo com a especialista, documentos recentes ratificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que qualquer quantidade ingerida pode causar prejuízos. Entre os principais problemas observados nesse período estão quedas, intoxicações, redução da supervisão de crianças e aumento da agressividade. “É comum que pronto-atendimentos recebam crianças que ingeriram álcool por falta de vigilância adequada dos adultos”, alerta.

Outro fator de preocupação é a associação do álcool com medicamentos e a perda do juízo crítico, o que pode levar a comportamentos de risco, como dirigir alcoolizado e se envolver em brigas familiares. Para pessoas que já enfrentam problemas com a bebida, o fim de ano representa maior risco de recaídas, devido à forte glamourização do álcool nas celebrações.

A psiquiatra também chama atenção para o impacto na saúde mental e para o crescimento do consumo entre adolescentes. Dados do 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III) mostram aumento do consumo pesado entre menores de idade. “O álcool não pode ser a protagonista das festas. A prevenção passa por mensagens claras e por colocar o bem-estar acima de padrões culturais que normalizam o excesso”, conclui Alessandra Diehl.

Fonte: Agência Brasil

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