Uber precifica ações para estrear em bolsa em momento difícil para o mercado
Maior empresa de transporte compartilhado do mundo busca uma avaliação dos papéis entre US$ 80,5 bilhões e US$ 91,5 bilhões na abertura de capital.
A Uber vai precificar sua primeira oferta de ações em bolsa nesta quinta-feira (9) e enfrentará um cenário de mercados financeiros turbulentos e de queda das ações da sua rival norte-americana, a Lyft. A abertura de capital da empresa é a mais importante dos Estados Unidos desde que o Facebook se lançou em bolsa, há sete anos.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Uber (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)
A maior empresa de transporte compartilhado do mundo busca não repetir o que aconteceu com as ações da Lyft, que conseguiram um alto preço na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), no fim de março, mas vêm perdendo valor desde então. Os papéis recuaram quase 11% na quarta-feira (8), para um recorde de baixa de US$ 52,91, bem abaixo do preço de estreia, de US$ 72, depois de a empresa divulgar um prejuízo trimestral de US$ 1,1 bilhão.
A Uber quer uma avaliação entre US$ 80,5 bilhões e US$ 91,5 bilhões no IPO. Isso está um terço abaixo do integrantes da startup esperavam no ano passado, um sinal de abordagem mais cautelosa após os problemas da Lyft.
Muito da conversa sobre os preços entre a Uber e seus consultores está concentrada em torno da faixa de preço de US$ 44 a US$ 50 por ação, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada, disse uma fonte a par do assunto. Alguns ainda consideram que a ação está muito cara.
A precificação para o lançamento da Uber em bolsa deve acontecer após o fechamento dos mercados dos EUA. Um porta-voz da empresa se recusou a comentar.
A Uber pretende vender 180 milhões de ações na oferta inicial, para levantar até US$ 9 bilhões. Outros 27 milhões de papéis poderão ser vendidos por investidores que já estão na empresa, por até US$ 1,35 bilhão.
A Uber divulgou um prejuízo líquido atribuível à empresa de cerca de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2019, com receita de aproximadamente US$ 3 bilhões.