Deputados pensam em pedir a exoneração do secretário de governo
Eles se queixam que não são atendidos presencialmente e nem por telefone
Marcelo, o entrave
A forma abusada e até desrespeitosa com que o secretário de Governo Marcelo Noleto vem tratando os deputados - e, claro, a todos que o procuram - levou o presidente do legislativo, Franzé Silva a reunir um grupo para tentar resolver a situação.
Tem deputado querendo a cabeça do secretário.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Relações formais
Marcelo, além de ser burocrata, é de um tribunal onde as relações são estabelecidas na formalidade e, na concepção dele, de certa obediência, dos outros.
Não é político, mas da turma de estudantes do governador e, ao que parece, nesses últimos dez meses não fez questão de aprender fazer política.
O alerta do “americano”
O leitor piauiense que mora nos Estados Unidos - que, não sei porque pede para não ser identificado - já havia alertado semana passada que junto ao eleitorado Rafael está bem, mas politicamente, não. Seria por causa de seus rompantes? Não.
A causa são alguns de seus secretários, inclusive e principalmente o Noleto.
A espera foi longa
Agora, como se vê, os sempre cordatos deputados passaram dez meses para denunciarem uma situação que os incomoda, a falta de acesso ao governador por causa do Marcelo Noleto. Afinal, buscaram ajuda no presidente do legislativo porque tinham medo de, tornando público o problema com o secretário de governo, correrem o risco de sofrer reprimenda pública do próprio Rafael.
“O governador quando contrariado costuma agir rispidamente”, alerta um deputado.
Kojak intermediou
Diz o leitor “estadunidense”: “Além disso o Presidente da Casa Legislativa, vulgo Kojak nos grupos de mensagem, cumpre seu papel, servindo de escudo aos demais que ja vinham desde o início do governo sofrendo com chá de cadeiras, ligações não retornadas, whatsapps que sequer eram recebidos pelo secretário Noleto”.
Relações ruins
Volta o leitor à questão que pontuou na oportunidade anterior: a origem do Secretário, um Servidor Público do Judiciário Trabalhista sem a mínima vivência política já anunciava que esse tipo de problema seria questão de tempo “Uma coisa é circular em uma estrutura pública (TRT) ou Privada (CEV) reduzida e sem essa preocupação com relações políticas, porque em ambas as relações estabelecidas são de outra ordem, que nada, absolutamente nada, tem a ver com os interesses dos representantes populares, eles vivem de política, relacionamentos, de levar benefícios as suas bases, resolver os problemas dos outros e mediar isso perante o Governador requer habilidade, paciência, disponibilidade, humildade e carisma, apetrechos que faltam a Noleto.
Deslumbramento
Há de se reconhecer que a aparente postura ensimesmada do secretário mostra certo deslumbramento com o cargo ao qual foi alçado não por experiências passadas, mas por uma amizade, uma subserviência íntima com o atual governador então, uma reclamação pública dessas como a que vimos anteontem significa um recado claro: ou se adequa ao que o legislativo quer ou o Governo (não é o secretário) terá problemas: a relação política pode azedar por pura falta de maturidade - do secretário.
“Cansamos do maltrato”
Quando os Deputados dizem: “venha pelo menos de 15 em 15 dias aqui na ALEPI para você ouvir nossos pleitos e “articular” com os Deputados”, na verdade estão falando: cansamos de sermos maltratados e espezinhados por uma pessoa que parece que não entendeu ao certo qual é sua função, então ta na hora de aprender como queremos que vocês nos tratem, ou não vão ter vida fácil no parlamento.
E veja, isso soa estranho para deputados bem submissos ao governo.
Nas entrelinhas
Na política os movimentos devem ser lidos nas entrelinhas e nesse caso o que parece ser um mero problema de comunicação, ou falta de experiência, habilidade, preparo para o exercício de um cargo, não é só isso, é o início da cobrança de um preço que a postura do governo em alardear o diálogo político, em atravessar os acessos as lideranças locais sem seus representantes, iria cobrar mais cedo ou mais tarde, neste caso bem mais cedo.
Destino do secretário
Bom para o Governo que pode se adaptar, mas não se sabe se é bom para o secretário que tem como função não permitir que isso acontecesse e, como já aconteceu, resta saber o que vai valer mais, se será a meritocracia (comum na inciativa privada, do mundo CEV) ou a “amigocracia”.
Eis um dilema para um governo que se apresenta como sendo uma novidade, que não é.
Cadê Flaviana?
Conta conhecido parnaibano que o plano de Florentino Neto era lançar a sua até então desconhecida mulher Flaviana, candidata à prefeitura de Parnaíba.
Passou a beija-la em público, dançar com ela nas ruas, frequentar igrejas e se mostrar o casal perfeito.
Nada disso colou.
Tarefas do lar
Como ele resolveu assumir a própria candidatura a Flaviana foi relegada as tarefas do lar.
Nunca mais foi vista com o seu Flor.
Os forasteiros
Rafael Fonteles é um poço de segredos em relação a candidatos às prefeituras. Diz apenas que vai apoiar quem votou nele em 2022.
Por isso que em Parnaíba já estão dizendo que o candidato do governador será o Dr. Hélio. Uma segunda opção seria Hilder Monção. Ambos forasteiros.
Hélio de Canto do Buriti e Monção de Granja-Ce.
O nome do Zé
Lembrem-se: parnaibanos são bairristas e o nome que os interessa no momento é o do Zé Hamilton.
Lá vai o Enzo!
Enzo Samuel, presidente da Câmara de Vereadores é acusado de ter “mamado”, para escolher um termo chulo, na tetas do Pessoa, ops, da prefeitura, gestão Dr. Pessoa e, agora, está se arrumando pro lado do Fábio Novo.
Impeachment
Presidente da Câmara de Vereadoras de Teresina por arrumação do então presidente e manda chuva no pedaço Jeová Alencar, Samuel - dizem os pessoistas - já encurralou o prefeito até com ameaça de impeachment. Mas sempre foi “persuadido” na prefeitura a se manter inerte.
De sorte, Pessoa sempre soube conviver com eles, dando e recebendo apoio.
Ela, também
Polyana Rocha parece que também está puxando a mula do rodeio de Dr. Pessoa.
Sem cargos na gestão, também vai afagar o ego de Fábio Novo, candidato a candidato do PT a prefeitura.
Partiu China
Tiago Ribeiro Patrício, diretor de Inovação e Parceria com o Setor Privado, e Janaína Barros Siqueira Mendes, gerente de Projetos de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar vão estar na China entre 9 e 22 de outubro para participar do workshop "Desenvolvimento Rural da China e Desenvolvimento Global Sustentável", a ser realizado na cidade de Xiamen.
O evento é promovido pelo Centro de Inovação da Parceria do BRICS para a Nova Revolução Industrial (PartNIR).
Festa no interior
A empresa C M C Ltda., cujo nome fantasia é Gold Eventos, recebe da Secretaria de Cultura R$ 150 mil para contratação direta de um artista (não se sabe quem) para os festejos de São Francisco, na cidade de Santa Luz.
Ontem, como se sabe, foi o dia de São Francisco, que pregava a pobreza e o desapego às coisas materiais.
Ciro morde, Julinho assopra
Enquanto seu amigo do peito Ciro Nogueira desce a lenha no governo Lula todo dia, Júlio Arcoverde assopra.
O senador e ex-ministro diz que o PP, que ele preside, faz oposição ao governo Lula, mas entre os 38 ministérios está instalado um ministro filiado ao partido, o deputado André Fufuca, amigo do peito de Ciro Nogueira, aboletado na pasta dos Esportes.
Ontem, Júlio Arcoverde, que está entre os maiores amigos do ministro opositor, foi alegremente recebido por Fufuca.
O deputado federal do Piauí foi ao gabinete de Fufuca, a quem chamou de “nosso estimado ministro” na companhia dos prefeitos Diego Teixeira, de Amarante, Junior Bill, de São Pedro do Piauí e Nilton Bacelar, de Pau D’Arco do Piauí.