Como limpar a barra do candidato com as mortes nas escolas?
É claro que há falhas na segurança, outra área em que o governo diz, em propaganda, que vai de vento em popa
Morte na escola 1
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Candidato a vice-governador, com anúncio previsto para o mês que vem, o secretário da Educação de Rafael Fonteles, Washington Bandeira, chegará ao palanque com duas mortes no currículo, ocorridas dentro de escolas estaduais sob gestão dele.
Morte na escola 2
A primeira, em 22 de fevereiro do ano passado, foi a de Marciel Medeiros da Silva, de 18 anos, no Centro de Educação de Jovens e Adultos Maria do Carmo Rervedosa, no Dirceu.
Morte na escola 3
A segunda morte ocorreu na quinta-feira desta semana, quando um rapaz de apenas 16 anos, Alex Mariano Nascimento Moura, foi morto a tiros no interior do Centro de Educação em Tempo Integral Esplanada, zona sul de Teresina.
Falhas
Há, evidentemente, falha na segurança, outra área em que o governo orgulhosamente diz, em propaganda, que vai de vento em popa.
Quando escolas são alvos de criminosos, a segurança falhou e a educação capenga.
Presos
Pelo menos há a boa notícia de que dois homens adultos e dois menores de idade foram presos e apreendidos por envolvimento no assassinato do atleta Alex Mariano Nascimento Moura, de 16 anos, dentro do Ceti Esplanada.
Banalidade
Segundo as falas dos envolvidos no crime, o motivo para a morte do rapaz seria o fato quase inacreditável de que os autores da morte julgaram que uma publicação feita por Alex Mariano na rede social Instagram, em que ele segura uma arma de fogo, o ligava a uma facção criminosa.
Arte em Brasília
Uma empresa chamada Curadoria de Arte e Cultura Ltda. foi autorizada a captar, via Lei Rouanet, o equivalente a R$ 765,8 mil para realizar, em Brasília, uma mostra intitulada “Piauí” com obras de arte do estado.
O projeto “Piauí” propõe uma exposição dedicada a celebrar a riqueza cultural e artística do estado do Piauí, com obras de artistas piauienses, destacando a diversidade e o talento local.
Fiscalização
O Tribunal de Contas da União determinou nesta semana que seja realizada fiscalização no município de Paquetá para apurar a exatidão das matrículas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) declaradas aos censos escolares de 2016 a 2021, que serviram de base à distribuição dos recursos do Fundeb, da Complementação da União e do Programa Educação de Jovens e Adultos (PEJA) nos anos de 2017 a 2022.
Alunos fantasmas
Segundo a decisão do TCU, pode haver “incompatibilidades com documentos, registros escolares, informações administrativas e infraestrutura física da rede de ensino, entre outras fontes idôneas, as retificações necessárias no Sistema Educacenso e nos resultados dos censos escolares respectivos, dando imediata ciência dos números reais apurados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)”.
Ou seja, alunos fantasmas.
Quem foi
O TCU determinou ainda que sejam identificados, “com base em registros de sistema e/ou em outros meios idôneos, os responsáveis por eventuais informações inexatas sobre matrículas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Paquetá, declaradas aos censos escolares de 2016 a 2021, que serviram de base à distribuição dos recursos do Fundeb, da Complementação da União e do Programa Educação de Jovens e Adultos (PEJA), nos anos de 2017 a 2022”.
Com esses dados, o TCU poderá responsabilizar administrativamente os responsáveis pela farra, além de encaminhar os dados para que o Ministério Público Federal adote as providências que entender cabíveis.