Direto da Redação: a chama da justiça! O acidente que pode virar crime

O que se viu, pelo Fantástico, que a escola estava mais preocupada em salvar sua imagem…

A chama da justiça 

Quem assistiu o Fantástico, no domingo passado, foi surpreendido por uma série de informações relevantes e decisivas para esclarecer os fatos que levaram à morte da menina Alice, vitimada pelo descuido ou descaso do Colégio CEV Unidade Kennedy, onde estudava. Quase nada tinha sido divulgado até então no noticiário local.

Foto: ReproduçãoAlice Brasil
Alice Brasil

Os rastros esquecidos 

Ninguém sabia, por exemplo, que trataram a tragédia com tamanha banalidade que a responsável pelo setor ou local foi simploriamente comunicar o fato ao seu superior, dizendo de um acidente sem maiores consequências, enquanto a criança já estava morta no meio do sangue que esvaía de seu corpo frágil e inocente. Um horror!

Os rastros escondidos 

O pior de tudo foi saber que o colégio logo providenciou uma limpeza de toda a sala onde estava a criança, antes de a perícia chegar ao local, o que demonstra, no mínimo, falta de compromisso com a verdade , porque qualquer pessoa sabe que não pode nada ser mexido em local de um crime, ainda que acidental. 

Foto: ReproduçãoAlice brinca em frente da penteadeira. Segundos depois o móvel cai sobre ela.
Alice brinca em frente da penteadeira. Segundos depois o móvel cai sobre ela.
Foto: ReproduçãoFuncionários limpando a cena. Repare no horário
Funcionários limpando a cena. Repare no horário
Foto: ReproduçãoPolícia chega, está no corredor
Polícia chega, está no corredor
Foto: ReproduçãoPolicia civil já na sala, periciando o local que foi alterado.
Policia civil já na sala, periciando o local que foi alterado.

A perícia que fala 

Por que modificaram os rastros do local onde se deu o sinistro que levou a criança a óbito? E quem deu essa ordem absurda? A perícia vai ter muito que explicar. Só se espera que consiga ir além dos limites de alguns dos gabinetes poderosos de plantão. 

Dudu, o rombo e o edital

O áudio divulgado pela TV Blocão, em que o vereador Dudu do PT aparece falando sobre a intenção de “sentar para conversar” com interessados em um edital, tratando de cursos, abrangência, “qualificação” e até da possível destinação de emenda parlamentar, se não dor grave, é no mínimo curioso.

Foto: Foto: Lucas Sousa / Portal AZVereador Dudu
Dudu: cuidadoso em atrair interessados na licitação na PMT. Cuidado com as conversas!

É o relator

A situação ganha ainda mais peso pelo fato de Dudu ser justamente o relator da CPI do Rombo, comissão responsável por investigar indícios de irregularidades na gestão de recursos públicos. A fala levanta questionamentos óbvios sobre isonomia e competitividade em processos licitatórios e expõe uma contradição: o vereador que deveria zelar pela lisura dos gastos públicos é flagrado em um diálogo que sugere aproximação indevida com potenciais licitantes.

A briga de foice dos governistas

A matemática da eleição de 2026 já anuncia um cenário de forte tensão. Hoje, das 30 vagas da Assembleia Legislativa do Piauí, o governo controla 28 cadeiras — exceção feita apenas a Bessah Sá e Gustavo Neiva. Com a redução para 24 vagas, significa que 4 governistas já entram derrotados de saída, sem espaço garantido na próxima composição.

Foto: Foto: Lucas Sousa/Portal AZGustavo Neiva
Gustavo Neiva, na oposição

Os 4 da oposição

Mesmo enfraquecida, a oposição deve conquistar pelo menos 4 cadeiras, repetindo a média histórica antes de ser reduzida a apenas dois nomes após a divisão nas eleições municipais de 2024.

Governo perde

Na prática, isso deixará 20 vagas em disputa para os aliados do governo, o que inevitavelmente provocará um embate interno. Em outras palavras: dos atuais 28 deputados governistas, 8 já começam a corrida “amarrados no rabo da porca”, como se diz no jargão político.

Os adesistas

Quem deve sentir mais o peso dessa conta são justamente os parlamentares que abandonaram a oposição para aderir ao governo em troca de cargos e favores. Se tivessem permanecido no campo oposicionista, teriam maiores chances de reeleição. Agora, espremidos na base, vão disputar voto a voto contra seus próprios colegas.

Sem chance 

Um exemplo é o de Gracinha, que, caso tivesse mantido posição na oposição, poderia estar entre os quatro com chance de vitória. Hoje, sua sorte está vinculada à incerteza de uma base governista superlotada e em disputa interna.

Foto: AlepiGracinha Mão Santa
Gracinha Mão Santa

Briga de foice

O resumo é duro: a eleição será uma briga de foice no escuro, e muitos governistas sairão feridos.

Flávio Dino

O Brasil está apostando na decisão do ministro Flavio Dino, em blindar o colega Alexandre de Moraes.
Apostando contra.

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