O ranking dos Estados. Como avaliar a gestão pública
São Paulo se mantém à frente nos pilares de educação e infraestrutura
A avaliação
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O Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria e a Seall, trouxe hoje o ranking que avalia 100 indicadores distribuídos em dez pilares temáticos, considerados fundamentais para a competitividade e a melhoria da gestão pública. Também foi incluído o indicador de feminicídio, que mede o total de vítimas por cem mil mulheres.
Os melhores
Santa Catarina é líder nos pilares de segurança pública e capital humano, enquanto o Rio Grande do Sul sobressai em inovação e eficiência da máquina pública.
Os melhores 2
Já o Distrito Federal obteve a maior nota em sustentabilidade social e ambiental. Roraima e Espírito Santo lideram nos pilares de potencial de mercado e solidez fiscal, respectivamente.
A educação é meta no DF
Na educação, destaca-se nos indicadores do Enem, índice de oportunidade da educação e taxa de atendimento do ensino infantil. Em infraestrutura, lidera nos indicadores de acessibilidade do serviço de telecomunicações, custo dos combustíveis, disponibilidade de voos diretos e qualidade das rodovias.
E nós?
Apesar de tanta propaganda oficial, em nenhum desses itens o Piauí se destaca.
Estrutura e eficiência
São Paulo se mantém à frente nos pilares de educação e infraestrutura, além de conquistar a segunda colocação em eficiência da máquina pública e a terceira posição em sustentabilidade social, sustentabilidade ambiental e inovação. Nada do Piauí!
Destaques no Nordeste
Destaque para o Rio Grande do Norte, que avançou oito posições, passando da 24ª para a 16ª colocação. O Estado melhorou seu desempenho em sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública e segurança pública — pilar de maior peso na pontuação do estudo. Desde 2016, saltou do 23º lugar para o quarto neste indicador.
E onde fica o Piauí?
Destaques do Nordeste 2
Sergipe também evoluiu seis posições, após avanços em solidez fiscal, infraestrutura, inovação e segurança pública.
O Rio Grande do Norte e Sergipe se destacam porque conseguiram melhorar seus indicadores de segurança pública, em contraponto à queda da média nacional nesse pilar, que nesta edição se mostrou como a grande deficiência do País.
Destaques do Nordeste 3
A Paraíba, Estado mais bem posicionado do Nordeste, subiu uma colocação em relação ao ano passado e alcançou o 11º lugar. O avanço foi impulsionado pelo desempenho em inovação, com destaque para o indicador de investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento, no qual ocupa a vice-liderança nacional.
E nós, também não!
Nem nesse segmento o Piauí conseguiu qualquer menção ou dimensão a destacar.
Os piores
Na outra ponta, os Estados da Região Norte foram os que mais caíram: o Amazonas passou da 11ª para a 17ª posição; o Pará, da 21ª para a 25ª; e o Tocantins, da 15ª para a 18ª.
Quatro dos sete Estados da região estão nas últimas posições do ranking.
E o Piauí?
Praticamente embolado com esses últimos.
Os piores 2
Mesmo com destaque em indicadores como potencial de mercado e solidez fiscal — em que Roraima e Tocantins figuram entre os mais bem avaliados —, a desigualdade regional e a dificuldade de avanços estruturais ainda chamam atenção.
E o Piauí?
Infelizmente, o Piauí não conseguiu se destacar em nenhum dos itens ou nos critérios que foram objeto da avaliação. E ainda conseguiu a proeza de cair uma posição, estando agora em 21º no ranking nacional, à frente apenas de Estados como o Pará, o Maranhão, a Bahia, o Acre e Roraima.
Segurança em risco
De quebra, um dos principais pontos de preocupação é o recuo na pontuação dos indicadores de segurança pública.
A nota média bruta de todos os Estados nesse pilar vem caindo nos últimos três anos — o que reforça a necessidade de maiores investimentos na área em nível nacional.
Saneamento é vilão
Outro ponto de atenção é o saneamento básico, que apresentou melhora na nota geral, mas levanta incertezas sobre o cumprimento das metas de universalização do marco legal, que prevê até dezembro de 2033 a universalização dos serviços de água e esgoto.
O meio-norte piorou
Excetuando a Bahia, todo o Nordeste oriental, a partir do Ceará, está melhorando visivelmente, e os índices e vetores avaliados mostram isto.
Em compensação, Piauí e Maranhão mais se assemelham com os Estados da Região Norte e ficam devendo às respectivas populações uma real melhoria de vida.
Pelo que se vê, os gestores falharam nas promessas, e as devidas responsabilidades foram deixadas na lata de lixo.
Lá vem o lixo, de novo!
Renato Machado
Faleceu ontem, em Parnaíba, Renato Pinheiro Machado, vítima de acidente de trânsito na BR-343. De moto, ele foi colhido no domingo por um carro cujo motorista evadiu-se.
Renato era filho do deputado Pinheiro Machado.
A dureza
Entendidos em contas públicas a encargo do TCE dizem que existem dois conselheiros que invariavelmente agem com isenção, imparcialidade e muita robustez nos posicionamentos de fiscalização e punição dos agentes e órgãos públicos.
Será que existe alguma coincidência de não serem os políticos da corte?
A moleza
Os mesmos técnicos também não encontraram até agora nenhuma justificativa para as viagens do presidente Kennedy Barros, em seus périplos pelo exterior às custas do erário, especialmente quando acompanha o governador Rafael.
E Kennedy ainda informa que vai dar segurança jurídica nas negociações.
Isso não seria trabalho de um técnico, não?
Perdeu! Perdeu!
Cena da policia abordando o suposto matador do casal na manhã desta quarta-feira, em Teresina.
Aos gritos, como que aluciano, o policial ganha a cena.
Esse desespero é para impor medo!?
Coluna em desenvolvimento