Direto da Redação: silêncio conveniente e o uso da máquina pública
O senador e filhos fazem da Codevasf mais uma empresa familiar
Uso da máquina
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Há quem diga que o senador Marcelo Castro e o filho, o deputado federal Castro Neto, jamais puseram os pés na Serra da Capivara, ou se já o fizeram, foram pouquíssimas vezes e nem dedicaram uma visita a Niéde Guidon, em vida e tampouco na sua morte.
Apareceram
Só depois da morte da arqueóloga é que apareceram postagens cheias de “valorização do patrimônio” e promessas de equipamentos para guias. Enquanto o governador Rafael e o deputado Júlio César, outro concorrente ao Senado, compareceram ao velório, e o deputado Florentino até se manifestou publicamente, pai e filho Castro permaneceram em absoluto silêncio.
Demagogia póstuma
Mas agora, no Instagram, Marcelo e Castro Neto anunciaram kits com chapéus, mochilas e botas para os guias da Serra e falaram até em entregar um quadriciclo e uma van por meio da Codevasf, um latifúndio federal entregue a um filho do senador.
Ausência
A generosidade tardia contrasta com anos de ausência, dado que não se sabe nem de uma visita de cortesia a Niéde, nenhuma participação efetiva na defesa do parque ou mesmo doações para lá, seja pessoal ou por emendas. O timing pós-morte reforça a percepção de puro cálculo político.
Codevasf em família
As promessas de quadriciclo e van passam pela Codevasf, órgão federal comandado no Piauí por Marcelo Castro Filho, outro herdeiro do clã.
A superintendência, sob o comando do filho, virou instrumento estratégico para impulsionar as campanhas da família.
É um desses episódios trágicos da política, e infelizmente comum, em que se vê como a máquina pública se confunde com projetos eleitorais, enquanto a memória de Niéde Guidon é usada como vitrine.
É o tal do patrimonialismo que Raimundo Faoro denunciava.
Longa espera
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Piauí acaba de divulgar uma resolução que estabelece para daqui a oito anos, em dezembro de 2033, a universalização do abastecimento de água.
A universalização do esgotamento sanitário deverá ser atingida até 1º de janeiro de 2040.
Alternativas
A agência também baixou resolução com normas regulamentadoras para soluções alternativas adequadas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário no âmbito dos municípios regulados.
O que é
Segundo a resolução, solução alternativa adequada de abastecimento de água é aquela caracterizada por uma origem de água em quantidade suficiente e qualidade compatível com o uso para consumo humano, sem contato ou proximidade com excrementos ou outros contaminantes, com tratamento e controle periódico.
Nominata
Assim, conforme o documento, constituem-se como alternativas adequadas de abastecimento de água: poço tubular profundo; poço artesiano ou semiartesiano; poço raso; nascente protegida; cisterna; abastecimento por carro-pipa com controle de qualidade e rastreabilidade.
Agro cannabis
Informa a edição impressa de O Estado de São Paulo desta sexta-feira que um estudo da Embrapa e do Instituto Ficus aponta que o cânhamo industrial (uma variedade de cannabis) pode gerar R$ 5,76 bilhões ao Brasil até 2030, se as condições regulatórias avançarem – o país depende de regulamentações claras.
Defesa de pedra
A Secretaria de Defesa Agropecuária do Piauí, uma das quatro pastas do setor no Estado, contratou a empresa Servcon Construtora e Empreendimentos Ltda. para fazer 5.257,00 metros quadrados de pavimentação em paralelepípedo na zona urbana do município de Esperantina, a um custo de R$ 863,5 mil.
Poço
A prefeitura de Curral Novo do Piauí vai licitar serviços de revestimento e desobstrução de poços, com inclusão de materiais, a um custo previsto de R$ 362.196,60.
Faz bem, porque, com tão pouca água por lá, qualquer coisa que se faça já faz diferença.
Certeiro
Ao comentar solução alternativa adequada de abastecimento de água e o voto mais que garantista de Luís Fux no julgamento de Jair Bolsonaro, o economista Hélio Schwartsman foi muito feliz ao dizer que “as incoerências individuais e colegiadas dos ministros do STF estão corroendo a imagem da Corte, que vai progressivamente sendo percebida como um órgão mais político e personalista que técnico e republicano”.
Cadê o povo?
Ontem, à exceção de um movimento no rumo da casa de Jair Bolsonaro, depois de sua condenação no STF, não se viu qualquer manifestação popular no resto do país.
Os bolsonaristas aguardavam até quebra-quebra nas ruas.
Coisa de brasileiro
Foi assim quando prenderam Lula em 2018, em 7 de abril.
Os esquerdistas diziam que o país ia pegar fogo.
Não houve nada disso.
Janaína Paschoal
A deputada estadual paulista Janaína Paschoal fez desabafo no X depois da condenação de Bolsonaro: “Bolsonaro e seus ferrenhos apoiadores me perseguiram mais que a própria esquerda. Bolsonaro e seus ferrenhos apoiadores me difamaram nos períodos eleitorais, com mentiras espalhadas de forma orgânica, impossibilitando que eu me defendesse, sobretudo por, à época, estar em um partido que não tinha tempo de TV nem fundo eleitoral. Eu aconselhei Bolsonaro, Carla Zambelli e seus aliados mais próximos. O primeiro me afastou e deu ordens para me prejudicarem. A segunda interpretou que eu tinha inveja dos votos dela. Se eu fosse uma pessoa má e burra, estaria feliz com o que vem acontecendo. Mas eu realmente coloco Deus e o Brasil acima e à frente. Por isso, sigo muito preocupada por todos nós. O julgamento de ontem, salvo melhor juízo, sinaliza que a divergência será crescentemente inadmitida. E os alertas dos EUA não me parecem pura bravata, como insistem em asseverar.”
Comigo, não!
O advogado Nelson Wilians enviou nota de esclarecimento à imprensa para informar que não está nesse ciribolo do INSS.
No comunicado, o advogado informa que tem colaborado integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação e confia que o processo demonstrará sua total inocência.
É advogado de um
Nelson Wilians afirma ainda que sua relação com um dos investigados limita-se ao âmbito jurídico e profissional. Segundo ele, valores transferidos dizem respeito à compra de um terreno vizinho à sua residência, negociação que classifica como lícita e plenamente comprovável.