“A esmola a um homem são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”
Mas quando dá bronca, Wellington Dias se arrepende daquilo que ele prega na política
Ato falho
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Os liberais dizem que a melhor política social é o emprego.
O ministro Wellington Dias, em ato falho que deve traduzir exatamente o que ele e seu partido, o PT, pensam, propugna que é trocar emprego pela dependência do Estado.
Ele disse que em breve o brasileiro trocará a carteira do trabalho pelo cartão do famigerado Bolsa Família.
Vicia o cidadão
Mesmo que nunca tenha sido um produtor de mão de obra na vida (sempre se pendurou num contracheque público), Wellington Dias deveria ouvir mais Luiz Gonzaga, que cantou: “Uma esmola a um homem que é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.
“Apenas um lapso”
A assessoria do ministro diz que “foi apenas um lapso”, compreensível num ambiente com muitas informações sendo trocadas”.
Compreensível? Para quem comete um “ato falho” atrás do outro, isso é compreensível?
Aumento do valor
Basta ver que certa vez Wellington anunciou o aumento do Bolsa Família, irritando Lula.
Depois de ver a besteira que disse, também falou em mal-entendido, ato falho.
Alô, Janja!!!
Dessa vez é provável que nem sua madrinha, Janja, aceite a desculpa.
Ela o protege desde o início do governo quando Lula fazia queixas públicas da má condução do MDS.
A nota oficial
A assessoria do ministro, como sempre, vem soltando notas de esclarecimento sobre as patacoadas do próprio Wellington.
“O ministro, na verdade, vem utilizando desde o início da sua gestão a frase inversa: ‘Trocar o cartão do Bolsa Família pela carteira de trabalho’. A mensagem central e recorrente do ministro é a valorização do trabalho e do empreendedorismo como caminho para superar a pobreza”.
Hugo Napoleão
Hoje é o aniversário do ex-senador Hugo Napoleão.
Mas, dessa vez, não haverá festa, apenas um jantar com Lêda e os filhos, segundo amigos de Napoleão informaram à coluna.
Foragidos no Rio
A Polícia do Piauí não diz nem quantos nem quem são os líderes de facções que atuaram no Estado e, por terem mandados de prisão, se refugiaram em comunidades do Rio de Janeiro controladas pelo Comando Vermelho e outras facções criminosas.
A operação policial contra o crime organizado no Rio, assim, acende um sinal de alerta para o risco de essas lideranças criminosas tentarem retornar ao Piauí.
Palanque cadáver
Analistas políticos de grandes veículos de mídia dizem que Cláudio Castro (PL), governador do Rio, ganha um respiro com a operação policial que deixou 121 pessoas mortas, “um respiro” para, quem sabe, tentar ser senador.
Será a primeira vez na história que alguém faz de uma pilha de corpos um palanque eleitoral.
A favor
A leitura das ruas permite dizer que o senso comum tende a apoiar a operação policial no Rio de Janeiro.
O brasileiro comum tende a achar que é melhor ter um suspeito morto que uma ação policial de inteligência, porque, neste caso, a ação policial silenciosa, sempre mais eficaz, produz menos efeito nas pessoas que as operações espetaculares.
Mais violentos
Um infográfico na edição impressa da revista Veja pode vir a dar o que falar. Nele, se mostra o controle político e ideológico dos Estados em que houve maior aumento da violência, medida por assassinatos, entre 2019 e 2025.
Nesse gráfico, de dez Estados, o Piauí surge como um dos que mais teve aumento de violência, sendo uma das cinco unidades da Federação sob controle de partido de esquerda e com maior violência no período recortado.
Maranhão
O Estado que teve maior crescimento da violência, segundo a revista, foi o Maranhão (73,4%), seguido pelo Ceará (72,8%), governados, respectivamente, pelo PSB e PT.
O Piauí aparece em sexto lugar, com expansão de violência na ordem de 26,4%.
Menos quente?
Segundo os organismos oficiais de meteorologia, este ano tem sido menos quente que 2024.
Mas a pele das pessoas diz exatamente o contrário.