Direto da Redação: não existe bandido bom, nem preso, nem morto

Cada um cuida de tratar ao seu gosto o seu bandido de estimação

Inexistência de bandido

O espectro político de direita no Brasil apega-se à ideia de que “bandido bom é bandido morto”, ao passo que a esquerda se contrapõe com a afirmativa de que “bandido bom é bandido preso”.

Mas bandido é bandido. Nunca é bom, nem morto, nem preso.

Foto: ReproduçãoA fila de  corpos do enfrentamento da policia com bandidos no Rio.
A fila de corpos do enfrentamento da policia com bandidos no Rio.

Marcar território

As assertivas servem apenas para marcar territórios ideológicos que eliminam a possibilidade de se reduzir a violência a ponto de se ter cada vez menos crime e menos criminosos.

Nesse jogo, cada um cuida de tratar ao seu gosto o seu bandido de estimação.

Crítica a Lula

Ciro Nogueira (PP) já chegou com uma voadora em cima de Lula na questão de segurança. Na sexta-feira, após o presidente mandar o projeto de lei antifacção para o Congresso, o senador e presidente nacional do PP afirmou que não adianta fazer um projeto de lei para combater essas organizações criminosas sem “reocupar os territórios das facções.

E isso não se faz com pedaço de papel”.

Foto: Canal Livre entrevista o senador e presidente do Progressistas, Ciro NogueiraReprodução/Band
Ciro Nogueira cobra de Lula a questão da segurança pública

Mais uma vez

Desde os anos 1980 o Brasil discute o voto distrital puro ou misto para a escolha de representantes dos estados na Câmara.

O tema volta à nota, desta vez sob o manto de uma proteção contra o avanço das facções no poder político, favorecido que seria pelo sistema proporcional de lista aberta – que é a forma atual como se escolhem deputados federais, estaduais e vereadores.

Impulso

Na sexta-feira, o presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB) se mexeu para que o projeto avance.

Quer fazer com que avancem mecanismos para evitar a eleição de legisladores financiados pelo crime organizado.

Sua ideia é fazer o voto distrital misto vigorar nas eleições de 2030.

Foto: Brenno Carvalho / Agência O GloboPresidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
Hugo Motta quer o voto distrital

Distritos

Nesse desenho, o sistema distrital misto divide os estados em distritos geográficos e reserva parte das cadeiras para os candidatos mais votados em cada distrito. A outra parte das cadeiras seria preenchida com o sistema proporcional atualmente em vigor para a escolha de deputados federais, estaduais e vereadores.

Leis casuísticas

Como se vê, as leis no Brasil surgem na fumaça dos escândalos ou acontecimentos como o extermínio de uma centena de bandidos pelo Estado.

Sempre ao sabor da emoção. E sempre mudadas conforme os fatos.

Mais servidores

O quadro de servidores estaduais no Brasil aumentou 3% entre 2023 e 2024, segundo registra o IBGE. O número de pessoas ocupadas na administração direta e indireta estadual, em 2024, foi de 3.076.223 e, em 2023, 2.986.198 – o que representa em números absolutos um acréscimo de 183 mil pessoas, mais que toda a população de Parnaíba.

Elmano deputado

Júlio Arcoverde deve se licenciar da Câmara para assumir o cargo de secretário municipal de Sílvio Mendes.

Mas fica em Brasília, porque vai representar os interesses da Prefeitura na capital federal enquanto abre vaga na Câmara para o primeiro suplente do PP, Elmano Ferrer.

Arranjo. Um bem arranjado arranjo.

Eles também

Resta agora Ciro Nogueira e Jussara Lima inventarem alguma doença para cumprirem acertos com seus suplentes.

Jussara, do PSD, mas suplente do petista Wellington, não tem, segundo o Palácio do Planalto, qualquer serventia para o governo, mas não larga a cadeira de senadora.

E nem sempre vota com o governo.

Tanto que Wellington se vê obrigado a retornar ao Senado.

E Ciro…

O senador presidente do PP tem o coronel Gil Paraibano como segundo suplente, que já esboçou descontentamento por não ter sido “senador” nenhuma vez.

Curso de tatu

Gil não conhece bem Brasília, tanto que se assustou com tantos viadutos, de ter que entrar e sair debaixo do chão.

“O engenheiro que fez essa cidade fez curso de tatu”, teria dito o velho coronel de tanto andar por debaixo do chão.

Foi o efeito da “cruel”

Um arguto observador da cena política acredita que o ministro Wellington Dias estava naqueles momento de relax quando disse que o cidadão vai trocar a carteira de trabalho pelo cartão do Bolsa Família.

“Estava tomado da cruel”, brinca o leitor.

Foto: ReproduçãoWellington Dias
Wellington Dias e suas invencionices quando está de folga

Good morning my friend

Metido a seresteiro e notívago em suas folgas, Wellington, em um dos seus três governos, estava na casa do delegado aposentado Robert Rios e cismou que cantaria em inglês, quando, normalmente, não entende nem o que significa “good morning my friend”.

E tocou. E cantou. Do jeito dele.

Equatorial 1

Em artigo publicado no Portal AZ, o advogado Miguel Pinheiro faz uma espécie de advertência para as autoridades do Ministério Público e do Judiciário para o caso da senhora que quebrou o escritório da Equatorial em Teresina.

Segundo o causídico, não há, no caso, ilícito penal.

Foto: ReproduçãoMiguel Dias Pinheiro
Miguel Dias dá o tom jurídico no caso da usuária que quebrou o escritório da Equatorial

Equatorial 2

Segundo o advogado, a mulher não teve a intenção de causar danos à Equatorial. Se causou, foi por “violenta emoção” por culpa de uma provocação injusta da empresa, que ao se omitir sobre a religação da residência dela agiu com culpa concreta. Neste caso, o advogado acha que o ilícito foi civil e não criminal.

Equatorial 3

Ainda segundo texto jurídico, no caso há a responsabilidade recíproca decorrente da culpa concorrente: da senhora pela quebradeira e da Equatorial pela omissão administrativa que também causou prejuízos materiais e morais àquela senhora. A “culpa concorrente” não exclui a responsabilidade do causador do dano. Porém, atenua a indenização a ser paga e o valor da compensação será fixado com base na gravidade da culpa de cada envolvido” - conclui.

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