Direto da Redação: imposto do crime existe em todas as grandes cidades
O povo se obriga a pagar por proteção e serviços que os criminosos controlam e exploram
O imposto do crime
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Roberto Uchoa, pesquisador da Universidade de Coimbra, em Portugal, diz que o poder do Comando Vermelho não vem mais só do tráfico, mas da exploração das pessoas em áreas que a facção controla. Há um imposto do crime nessas áreas, onde se paga por proteção e serviços que os criminosos controlam e exploram.
Ditadura
Em áreas sob controle do crime, o Estado deixa de existir. Passa a haver um Estado paralelo e se instala uma ditadura. O crime é autoritário e violento, com uma lei de exceção permanentemente em vigor.
Nessa “legislação” há pena de morte, com rito processual em que o “acusado” nunca tem direito à defesa.
Apoio
Por isso, como sugeriu o ex-ministro Sérgio Moro, muito da discussão sobre ações policiais em áreas dominadas pelo crime organizado não passa de masturbação ideológica, que não leva em conta as pessoas que vivem oprimidas pela ditadura do crime em suas comunidades.
Não sem razão, quando ouvidos pelos institutos de opinião e sondagem, os eleitores dessas áreas aplaudem ações como a que resultou na morte de 121 pessoas no Rio de Janeiro.
Ele é do ramo
Roberto Uchoa é policial federal e pesquisador, autor do livro Armas para quem? A busca por armas de fogo (2021).
Ele diz que o livro “busca apresentar um pouco mais sobre o universo das armas de fogo e conhecer quem são as pessoas que estão comprando armas de fogo legalmente e para quê”.
A obra foi publicada pela editora Dialética.
Grande apoio
O colunista Carlos Andreazza, de O Estado de S. Paulo, escreve na edição impressa do jornal, nesta terça-feira, que “impressiona que alguém – vivendo no mundo real – ainda se surpreenda com o apoio popular à operação policial havida nos complexos da Penha e do Alemão.
A maior aprovação vem do morador da favela.”
Gente trabalhadora
Andreazza lembra que moram nas comunidades dominadas pela ditadura do crime “pessoas oprimidas, acostumadas à lei da tortura, que veem fuzis todos os dias; e que apenas querem viver como as gentes que moram no asfalto carioca, para quem a violência, grande possibilidade, é materialização eventual. Para o morador da favela, é o próprio endereço – é abrir a porta de casa.”
Bem aqui
A explanação do colunista pode expor uma realidade que pode estar geográfica e conjunturalmente distante de uma cidade como Teresina. Não está. Aqui as autoridades policiais admitem que facções criminosas exercem influência sobre várias áreas em Teresina e nas cidades de Parnaíba e Pedro II, para ficar onde o problema é mais grave.
Infiltração
O crime organizado, que se infiltra no tecido social e comunitário, tem por projeto dominar áreas a ponto de não permitir que haja ali atuação do Estado – e não se está falando apenas em polícia, mas em outros serviços, incluindo a regulação da atividade econômica, o que favorece que criminosos dominem a venda de produtos e serviços ou obriguem os empreendedores locais a se associarem a eles.
Sem bondades
Deputado federal do PP, Átila Filho não tem condições de fazer a generosidade que tocou o coração de Júlio Arcoverde para dar quatro meses de mandato para o Veim Elmano.
O suplente de Átila é o delegado Samuel, que está com Rafael.
Ela já tem
A vez seria de Margareth, mas ela está bem aboletada, em cargo de direção do Sebrae.
Já não é tarde?
Saiu na mídia que a partir de hoje a Defesa Civil do Piauí e a Secretaria de Saúde fazem a primeira reunião para discussão do cenário de estiagem e altas temperaturas.
Eles chamam de “os desafios para a saúde pública”.
Será que ainda não notaram que está tarde para isso?
Navalha na carne
O Ministério Público do Piauí dá o exemplo de como limpar seus quadros ante ações nada republicanas de seus membros.
Foi ajuizada ontem ação de improbidade administrativa contra o promotor de Justiça Maurício Verdejo Gonçalves Júnior, aquele acusado de exigir propina de R$ 2 milhões do empresário Junno Pinheiro. Lembra?
Navalha na carne 2
A denúncia foi formalizada pelos promotores Edilson Farias e Flávio Teixeira de Abreu Júnior, baseada em provas coletadas pela PF.
Com essa, são previsíveis a perda do cargo do promotor e até cumprimento de pena.
Se não aparecerem “padrinhos”, claro.
Todos nas listas
Jornalistas, cantores e políticos estão nas listas de recebedores de dinheiro do tráfico.
Calma, isso é lá no Rio de Janeiro. Ainda não chegou ao Piauí.
Bahia de menos bandidos
Até parece efeito da operação policial que matou 129 no Rio: a Bahia, até então o Estado mais violento, apresenta redução na criminalidade.
Sendo governada pelo PT, a notícia causa estranheza.
Menos crimes
Diz o texto: “A Bahia registrou em 2025 uma das maiores reduções de homicídios dos últimos anos, consolidando uma virada na política de segurança pública. O Estado reduziu em 8,7% as mortes violentas em relação a 2023 e, em 2025, manteve tendência de queda com redução de 10,5% no índice de crimes letais.”