Direto da Redação: bancos públicos financiam agricultores que desmatam
O Estado só não está em pior situação que o Maranhão (2,93%) e Tocantins (2,81%)
Crédito e desmatamento
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Revela o jornal Folha de S. Paulo em sua edição impressa desta segunda-feira que, entre 2020 e 2024, 36% do crédito rural subsidiado, ou R$ 205,6 bilhões, foram aplicados em propriedades que registraram desmatamento após 2009, segundo o estudo CAR a CAR: As Instituições Financeiras e o Crédito para Propriedades com Desmatamento.
Piauí mal na foto
O estudo indica que o Piauí vai bem mal nesse recorte estatístico: aqui estão 2,1% das propriedades que desmataram e, mesmo assim, foram financiadas.
O Estado só não está em pior situação que o Maranhão (2,93%) e Tocantins (2,81%).
Suspensão
Informa a Folha que agentes financeiros desse crédito subsidiado, como o Banco do Nordeste, informam que, em caso de descumprimento da legislação ambiental, suspendem os desembolsos e novas contratações até que o cliente comprove a regularidade de sua atividade agropecuária junto aos organismos oficiais de meio ambiente.
Ranking universitário 1
A Universidade Federal do Piauí (UFPI) ocupa o 45º lugar em um ranking elaborado pela Folha de S. Paulo e publicado em caderno especial do jornal nesta segunda-feira.
A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) aparece na posição 163.
Ranking universitário 2
Quando consideradas somente as universidades públicas, a UFPI está na 40ª posição, enquanto a Universidade Estadual aparece como a de número 96 na lista.
Ranking universitário 3
Quem se destaca no ranking é a Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), criada em 2018, e que subiu 35 posições na classificação geral desde a última relação divulgada.
Sem Enem
A Universidade Federal do Delta não seleciona seus estudantes pela nota do Enem, optando por dois processos de acesso voltados para as escolas públicas.
Segundo a Folha, com essa estratégia, aumentou de 87% para 94% a ocupação de vagas dos cursos de graduação, que têm como eixos principais a formação de professores, as ciências sociais e as carreiras na área da saúde.
Mudança
O reitor da UFDPar, João Macedo, acredita que a instituição está alterando “a cultura universitária, sempre associada às capitais, levando essa cultura a novos públicos e mudando a visão da sociedade sobre o papel das instituições de ensino superior”.
A UFDPar ocupa a 140ª colocação no ranking atual.
Cultura
Além dos Centros de Educação e Cultura de Teresina (Vale Quem Tem) e União, o governo do Piauí, com recursos da União, deverá implantar esses equipamentos culturais em Esperantina e José de Freitas, cada um a um custo de R$ 2,6 milhões.
Paris-Teresina
O Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo do Piauí e o Posto de Puericultura Suzanne Jacob vão financiar a publicação de um livro chamado “Os reflexos urbanísticos franceses promovidos por Haussmann, no século XIX, no Bulevar Frei Serafim, em Teresina, Piauí, Brasil”.
O Haussmann do livro, apesar do nome alemão, foi o prefeito que botou meia cidade abaixo para fazer de Paris o que ela é hoje: uma das cidades mais visitadas do mundo.
Transporte perigoso
Vai ser criado em breve o Sindicato das Empresas de Transporte de Produtos Perigosos do Estado do Piauí (SITPP-PI).
A assembleia para fazer surgir mais uma entidade sindical de empresários será realizada dia 12 de dezembro.
O tema da redação do Enem deste ano foi: “As perspectivas do envelhecimento da sociedade brasileira.”
Pergunta aí quais as políticas do governo para isso.
Violência? Onde?
A violência, tema por demais recorrente e passível de preocupação no mundo inteiro, passou batido.
Enquanto isso, Lula diz em discurso que, para combater o crime organizado, precisa de ajuda externa.
A prioridade
Lula deixou a COP30, ontem, para ir à Colômbia e solidarizar-se com ditadores, entre eles Maduro.
Mandou a Gleisi Hoffmann à cidade devastada pelo tornado no Paraná.
Magoou?
Fafá de Belém escreveu se queixando que as pessoas representativas do Pará, como ela, estão excluídas da COP30.
E promete fazer um show de graça para a população ribeirinha.
Shutdown
Teve fim o shutdown nos EUA, por acordo entre democratas e republicanos.
O serviço público passou 40 dias paralisado e os funcionários sem salários — e mesmo assim a máquina pública funcionou.
Imagina isso no Brasil!