Direto da Redação: alocar carros nos órgãos públicos é mais lucrativo
Tem órgão que o gestor termina ficando com o veículo após a temporada do aluguel
Direto da Redação: alocar carros nos órgãos públicos é mais lucrativo
Tem órgão que o gestor termina ficando com o veículo após a temporada do aluguel
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
O mensalinho
Alugar carros nas repartições públicas virou o grande negócio que dá lucro, para quem aloca e para o fornecedor.
Ao final, invariavelmente, não é o órgão que fica com o veículo. É sempre o seu gestor.
Comprar, nunca!
Pelas contas que se faz por aí é fácil um órgão público adquirir o veículo que quiser, pagando parcelas bem condizentes com a situação, mas eles preferem locar, porque, salvo pouquíssimas exceções, sempre sobra um mensal.
O uso indevido
Em São Miguel do Tapuio, o público e o privado se misturam como o baião de dois une o feijão e o arroz.
Foi doada caminhoneta à Câmara Municipal, mas quem faz uso dela ou é a esposa do presidente ou o pai dele.
E aguente o peso.
Preço da emenda
Por emenda do deputado Júlio César, a Câmara recebeu uma caminhoneta, que é usada nos afazeres domésticos do presidente Lucimar Soares.
O pai dele, João Vitória, é um exímio motorista.
Pra que contratar estranho?
Carro alugado
A Câmara de São Miguel paga R$ 5.200 por outro veículo locado, mas ele circula na cidade com a mulher do presidente Lucimar Soares na direção, indo à academia ou fazendo ações domésticas.
Por essa mensalidade a Câmara poderia comprar umas cinco do mesmo tipo em suaves prestações.
Abona ou não abona?
Ah, e em São Miguel do Tapuio, a secretária de Educação não aceita qualquer atestado médico para abonar faltas. Os professores têm que repor as aulas para que os dias descontados estornem.
Macondo
Ganhou o nome da cidade fictícia de Cem Anos de Solidão a operação da Polícia Civil do Piauí contra a agiotagem praticada por colombianos em Teresina.
Mas Macondo não é apenas uma cidade da ficção.
Dado certos absurdos que ocorrem por aqui, pode ser o Piauí inteiro.
Sem pagamento
O governo do Piauí anunciou na mídia convencional, sempre dada a agrados financeiros, mas não formalizou no Diário Oficial, a integralização de todas as escolas estaduais.
Enquanto faz propaganda, o governo segue com dribles burocráticos para não pagar professores das escolas integrais, que fazem jus a uma gratificação não paga a milhares de professores.
Números mágicos
A empresa Águas do Piauí agora chama carros-pipa de “abastecimento móvel” e anuncia em comerciais na TV que aumentou em mais de 3 milhões de litros a oferta de água.
Pode parecer muito, mas três milhões de litros de água correspondem a 3 mil metros cúbicos, ou menos que o consumo diário de um bairro como o Dirceu, em Teresina.
Ministério Público
Lei estadual publicada nesta quarta-feira cria, na estrutura de órgãos de Administração e de execução do Ministério Público do Estado do Piauí, uma Procuradoria de Justiça, um cargo de Procurador de Justiça; II uma Promotoria de Justiça com um cargo de Promotor de Justiça em Teresina; e uma Promotoria de Justiça com um cargo de Promotor de Justiça em Picos.
Derrite derrapa 1
Em artigo publicado no Portal AZ, o advogado Miguel Dias entende que o deputado federal Derrite confunde “equiparação por lesividade” com “princípio da lesividade”. O parlamentar é relator de um Projeto de Lei que trata do combate às facções criminosas e, segundo o advogado, “derrapa” feio na interpretação da Lei de Terrorismo e de Facção Criminosa.
Derrite derrapa 2
Derrite parece não perceber que terrorismo é uma coisa e facção criminosa é outra perante o ordenamento jurídico brasileiro. Para Miguel Dias, são questões diferentes, ou seja, infrações penais distintas. Porém, podem ser praticadas isoladas ou simultaneamente por concurso material de crimes.
Interpretação
Fica muito claro que o deputado federal Derrite faz uma confusão interpretativa, conclui o advogado.