Direto da Redação: Ciro Nogueira dá sinais de que pode votar em Lula
A revista Oeste confessa o óbvio — e faz isso no dia 8, com requinte de ironia
No colo do Lula
A Revista Oeste, talvez a mais bolsonarista das publicações brasileiras, resolveu escrever aquilo que o bolsonarismo finge não enxergar: o PP pode sentar no colo do Lula se o candidato da direita for Flávio Bolsonaro.
E não foi num dia qualquer. Foi 8 de janeiro. Data que, no universo bolsonarista, virou quase um altar — e também um trauma.
A Oeste não “denuncia”. Ela admite. Como quem diz: “É feio, mas é assim que funciona.” E segue o baile.
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Ciro Nogueira já começou a soltar fumaça.
Em entrevista ao JOTA — nesta sexta-feira, que não é treze — o senador e presidente do PP mandou o recado com aquela elegância de punhal: diz que tem “boa vontade” e “simpatia” por Flávio Bolsonaro, mas emenda a pergunta que vale mais que o elogio inteiro: é candidatura pra ganhar ou só pra conservar o espólio do bolsonarismo?
Tradução simultânea
Sem legenda: o PP até abraça, mas quer saber se é casamento ou velório.
A declaração foi durante uma entrevista ao site JOTA, nesta sexta-feira: “Nós temos toda a boa vontade, simpatia pela candidatura dele [Flávio Bolsonaro]. Agora eu tenho uma grande expectativa do país: essa vai ser uma candidatura para ganhar a eleição ou apenas para manter o legado do presidente Bolsonaro?”, pontua Ciro.
O PP de Ciro Nogueira não “trai”. Ele respira
Se o cenário ficar com cheiro de Lula reeleito, o PP não vai bancar viúva da direita. Vai fazer o que todo mundo em Teresina reconhece de longe: puxar conversa, sorrir, entrar pela porta da frente e dizer que é “pelo Brasil”.
Afinal…
Partido grande não é feito de convicção. É feito de sobrevivente.
E sobrevivente não morre abraçado com discurso.
Flávio é candidato por herança. E isso tem um preço
Flávio acha que é o “nome natural” da direita. Natural pra quem?
Ele tem sobrenome, tem tropa, tem barulho. Mas tem também o que mata a candidatura: teto baixo e cara de interino.
O PP olha e entende rápido: eleição não se ganha no grito. Se ganha no voto — e voto é uma coisa que não obedece nem a pai nem a filho.
Se for Lula contra Flávio, o PP faz aquela cara de quem já viu o filme… e já está procurando a saída.
E os bolsonaristas que acreditaram em Ciro Nogueira?
Ficam com cara de quem foi convidado para uma missa e caiu num leilão.
Ciro nunca foi bolsonarista. Foi governista em potencial, sempre.
A fala dele é o aviso: Flávio é pra ganhar ou pra cultuar o legado?
Tradução: se for procissão, o PP não vai.
E quem achou que centrão tem fé… merece o sermão.
A tríade
Antigamente, o Banco Nacional, o Bamerindus e o Banco Cruzeiro do Sul até então formavam a tríade de fraudes bancárias que ensejou intervenção do Banco Central devido a um rombo bilionário. Todos se envolveram em rombo contábil, resultado de anos de práticas fraudulentas.
O Master
Nas respectivas épocas do Nacional, Bamerindus e Cruzeiro do Sul, não havia uma quantidade tão alarmante de políticos e empresários como no caso Master. Uma “teia de aranha política” complexa de alianças, compromissos e manobras, onde atores políticos se envolvem em acordos fraudulentos.
O maior dos golpes
A imprensa nacional e a classe política chegaram à conclusão de que a fraude do Banco Master pode ser a “maior do país”. Enquanto os outros escândalos do passado não corresponderam a R$ 10 bilhões, as estimativas do rombo do Master já estão na casa dos R$ 41 bilhões. O rombo vai levar na enxurrada meio mundo político e empresarial da chamada Faria Lima.
Depois do arrastão criminoso, a Marechal vira palco da Cláudia Leitte
A Avenida Marechal Castelo Branco, nas proximidades da Ponte da Primavera, em Teresina, onde um criminoso armado realizou um arrastão ontem pela manhã (15), será palco, já nesta sexta-feira (16), de um evento de grande porte: o show da cantora Cláudia Leitte, dentro da programação das Prévias de Carnaval da capital.
O assalto
Na quinta-feira, por volta das 17h40, várias pessoas foram assaltadas no local. O criminoso estava armado com um revólver quando abordou pedestres, enquanto a via estava movimentada, e roubou relógios, alianças e colares.
Trios elétricos
E o mesmo espaço que antes foi cenário de insegurança e medo deverá, à noite, ser ocupado por trios elétricos, foliões e esquema especial de organização e, segundo a Secretaria de Cultura, de segurança.