Welligton aponta os riscos da reeleição

Wellington teme que escolha de Washington atrapalhe reeleição

“Pelo amor de Deus, Washington não”

Em reunião com o governador Rafael Fonteles, o ministro Wellington Dias teria alertado para o risco político de indicar Washington Bandeira como candidato a vice-governador. A avaliação apresentada é de que a escolha pode fragilizar a chapa majoritária diante de Joel Rodrigues, sobretudo pela baixa capacidade de articulação atribuída ao nome cogitado.

Foto: ReproduçãoA indicação de Washington segue causando incomodo a ala raiz do PT no Piauí
A indicação de Washington segue causando incomodo a ala raiz do PT no Piauí

Base teme impacto na disputa pelo Governo

Segundo interlocutores, o receio é de que uma composição considerada pouco competitiva comprometa a performance eleitoral de Rafael. O diagnóstico interno aponta que a formação da chapa precisa ampliar alianças e reduzir resistências para evitar um cenário de vulnerabilidade no segundo turno. E que a vulnerabilidade já está dentro do próprio PT, devido a descrença no nome de Washington, na base do PSD e MDB, é pior.

Julio César enfrenta resistência para o Senado

Wellington Dias também teria defendido cautela quanto à eventual candidatura de Júlio César ao Senado. Nos bastidores, circulam avaliações de que pesquisas internas indicariam a certeza de derrota para Ciro Nogueira, o que geraria desgaste à base governista e mais disputas com os prefeitos que podem se irritar mais, deixando de vez Rafael se notarem maior fraqueza eleitoral. Pulando do barco de uma vez.

Foto: ReproduçãoJulio Cesar senta ao lado de prefeito, seu potencial eleitor, e não sabe quem é. “É o prefeito, pai”.
Julio Cesar pode não ter vez no Senado

Estratégia eleitoral preocupa aliados

A leitura política é de que uma disputa acirrada ao Senado poderia dividir recursos financeiros e capital político da base, o que terminaria enfraquecendo a campanha ao governo. Entre aliados, cresce a percepção de que o desenho da chapa majoritária será decisivo para evitar perdas simultâneas no Executivo estadual e na vaga ao Senado.
O governador está com a corda no pescoço, dizem.

Greve nas federais do Piauí

Os técnicos administrativos da Universidade Federal do Piauí e da Universidade Federal do Delta do Parnaíba iniciaram greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira, 23. O movimento tem caráter nacional e, segundo o sindicato da categoria, cobra o cumprimento de acordo firmado em 2024. A UFPI informou que avalia possíveis impactos no funcionamento. A paralisação pode afetar serviços administrativos e atendimento aos estudantes.

Sindicato aciona prefeitura por salários atrasados

O Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias do Piauí ingressou com ação civil coletiva contra o Município de Lagoa do Sítio. A entidade cobra o pagamento de salários referentes a dezembro de 2025 e janeiro de 2026. O caso tramita na 2ª Vara da Comarca de Valença. A ação pede regularização imediata e cumprimento da legislação trabalhista.

Armas antigas geram revolta de policiais 

A doação de armamentos feita pela Secretaria Nacional de Segurança Pública ao Governo do Estado provocou reação nos bastidores das forças policiais. Relatos apontam receio quanto ao tempo de uso e às condições técnicas do material. Especialistas alertam para riscos de falhas mecânicas em equipamentos antigos. O Governo Federal afirma que a medida otimiza recursos, enquanto o Estado sustenta que o material passou por avaliação técnica. Mas, os policiais não estão nada felizes.

Denúncia de suposta taxa em contratos de Picos

Órgãos de controle receberam denúncias sobre possível cobrança de 20% sobre contratos firmados pela Prefeitura de Picos. As informações ainda são preliminares e não há confirmação oficial de inquéritos concluídos. A gestão municipal não se manifestou até o momento. No campo político, o caso amplia a pressão da oposição sobre o prefeito Pablo Santos do MDB.

TRE julga recurso de cassação no interior

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí analisa recurso do prefeito de São João da Serra, Joãozinho Manu, e de seu vice contra decisão que determinou a cassação dos mandatos. Condenados em primeira instância por abuso de poder político e econômico, os gestores enfrentam parecer do Ministério Público Eleitoral favorável à manutenção da perda dos cargos, inelegibilidade por oito anos e aplicação de multa.

Planalto deve apoiar versão do Senado do PL Antifacção

Auxiliares do presidente Lula indicam que o Palácio do Planalto tende a apoiar o texto do Senado para o PL Antifacção, relatado pelo senador Alessandro Vieira e aprovado por unanimidade em dezembro de 2025. A proposta já havia passado pela Câmara em novembro, sob relatoria do deputado Guilherme Derrite, mas sofreu alterações no Senado e precisará retornar aos deputados.

Ministério da Justiça analisa duas versões do projeto

Apesar da sinalização política em favor do texto do Senado, o Ministério da Justiça informou que também avalia a versão aprovada pela Câmara. Segundo o secretário de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto, uma equipe técnica acompanha os dois textos para definir o que pode avançar.

Falta acordo formal entre governo e parlamentares

Integrantes da Secretaria de Relações Institucionais afirmam que ainda não há acordo fechado com o Congresso sobre o conteúdo final do PL Antifacção. A matéria deve ser votada nos próximos dias e é considerada sensível dentro do Executivo.

Mudanças no Senado obrigam nova análise na Câmara

Como o texto foi modificado pelos senadores, o projeto precisará passar novamente pela Câmara dos Deputados. A estratégia do governo é “manter o acordo” construído no Senado e evitar novo impasse político na tramitação.

Portinho ironiza Lula após críticas de evangélicos

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, ironizou a declaração do presidente Lula sobre as críticas de setores evangélicos ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o petista no Carnaval. Para o senador, a reação do chefe do Executivo ao episódio foi “surpreendente”.

Foto: ReproduçãoCarlos Portinho
Carlos Portinho

Desfile vira munição política da oposição

A polêmica teve início após a escola retratar uma “família brasileira em conserva” na Marquês de Sapucaí. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro classificaram a apresentação como “inaceitável” e passaram a associar o episódio diretamente ao presidente da República.

Foto: ReproduçãoDesfile com homenagem a Lula retratou evangélicos em “lata de conserva”
Desfile com homenagem a Lula retratou evangélicos em “lata de conserva”

Planalto tenta esfriar a crise

Questionado, Lula afirmou que “não é carnavalesco” e que não pensa nas críticas feitas por evangélicos. Nos bastidores, o Palácio do Planalto orienta ministros a evitar embates públicos sobre o tema, numa estratégia para reduzir o desgaste com parte do eleitorado religioso.

Segmento evangélico pesa contra Lula

A crise reacendeu o embate entre governo e oposição em torno do eleitorado evangélico, considerado estratégico para 2026. A avaliação no entorno presidencial é de que ampliar o confronto pode fortalecer adversários e manter o assunto na agenda negativa.

Vaga no TCU vira teste de força para Motta

A eleição interna da Câmara para preencher a vaga aberta no Tribunal de Contas da União é vista por aliados como um termômetro da liderança de Hugo Motta. O deputado firmou acordo com o PT para apoiar Odair Cunha ao cargo, compromisso assumido ainda em 2025. A avaliação nos bastidores é de que uma eventual vitória do petista reforçará a autoridade de Motta e pavimentará seu projeto de reeleição à presidência da Casa em 2027.

Foto: Bruno Spada/CâmaraHugo Motta
Hugo Motta

Disputa secreta e articulações intensificam tensão

A vaga será aberta com a aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz, e a escolha do sucessor cabe à Câmara, em votação secreta. Apesar do acordo político, outros nomes estão no páreo, como Hugo Leal, Danilo Forte e Hélio Lopes, o que amplia a imprevisibilidade do resultado. Nos bastidores, parlamentares articulam apoios e medem forças em uma disputa que envolve Centrão, esquerda e direita.

OAB pede fim do Inquérito das Fake News no STF

A Ordem dos Advogados do Brasil encaminhou ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, solicitando o encerramento do Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News. A investigação, aberta em 2019, se aproxima de sete anos e foi prorrogada diversas vezes, sem prazo definido para conclusão.

Foto: ReproduçãoOAB aponta “longa duração” no inquérito das Fake News
OAB aponta “longa duração” no inquérito das Fake News

Entidade aponta “investigações de longa duração”

No documento, assinado pelos presidentes das seccionais estaduais, a OAB manifesta “extrema preocupação institucional” com a permanência de apurações consideradas de natureza prolongada. A entidade também pede a adoção de medidas para concluir os chamados “inquéritos de natureza perpétua”.

Moraes avalia continuidade até 2027

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes teria sinalizado a colegas a intenção de levar as investigações até 2027, quando assumirá a presidência da Corte. Não há, porém, decisão formal sobre o prazo final do inquérito.

Investigação divide opiniões

Alvo de críticas, sobretudo de setores da direita que alegam restrições à liberdade de expressão, o inquérito é defendido por apoiadores como instrumento de proteção à democracia. Recentemente, a apuração voltou ao centro do debate após operação sobre suposto vazamento de dados da Receita envolvendo autoridades e familiares de ministros do STF, e agora a investigação do presidente da UNAFISCO, por críticas às atuações de Moraes.

Indicação de Jorge Messias ao STF enfrenta entraves

O ministro da AGU, Jorge Messias, deve intensificar articulações no Senado após o Carnaval para viabilizar sua aprovação ao STF. Indicado pelo presidente Lula para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, o nome ainda depende do envio formal da mensagem presidencial à Casa.

Foto: ReproduçãoJorge Messias quer ir para o STF
Jorge Messias quer ir para o STF

Saúde de Otto Alencar pode atrasar tramitação

O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar, passou por procedimento cardíaco após diagnóstico de bradicardia e só deve retomar as atividades em março. O quadro pode provocar atraso na agenda da comissão, responsável por sabatinar o indicado ao Supremo.

Mensagem presidencial ainda não foi enviada

Apesar do anúncio feito em dezembro, o governo ainda não encaminhou oficialmente a indicação ao Senado. A expectativa é que Lula envie a mensagem após retornar da viagem à Ásia, onde cumpre agenda na Índia e na Coreia do Sul.

Relatoria indefinida e nome parado há três meses

Sem o envio formal da indicação, ainda não há relator designado para o processo. A tendência é que a relatoria fique com o vice-líder do governo no Senado, Weverton Rocha. A nomeação está paralisada há cerca de três meses.

Decisão de Mendonça impede depoimento na CPMI do INSS

A troca de relatoria no STF, com a saída de Dias Toffoli e a entrada de André Mendonça no caso Banco Master, não abriu caminho para que a CPMI do INSS ouvisse o banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça assinou decisão que desobriga o empresário de prestar depoimento à comissão.

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STFMinistro André Mendonça
Mendonça assinou decisão que desobriga Vorcaro a depor na CPMI do INSS

Vorcaro comunica ausência e comissão reage

O dono do Banco Master informou ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana, que não compareceria à audiência prevista. Integrantes do colegiado, porém, afirmam que insistirão na oitiva e buscam reunião com o ministro para defender a importância do depoimento.

Parlamentares avaliam recurso ao STF

Caso Mendonça mantenha a decisão, a CPMI pode apresentar recurso à Suprema Corte para tentar reverter o despacho e obrigar Vorcaro a comparecer. A comissão apura supostas irregularidades na compra de carteiras de crédito consignado ligadas a aposentados.

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