Direto da redação: Ciro mostra que é o primeiro voto
E Wellington não é descartado como candidato
Prefeitos dividem agenda
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Nos bastidores da política piauiense, o movimento recente de prefeitos em Brasília acendeu alerta na base governista. Mesmo após reunião articulada em conjunto por Júlio César e Marcelo Castro para reunir gestores alinhados ao grupo do PT, PSD e MDB, muitos dos mesmos prefeitos marcaram presença no jantar promovido por Ciro Nogueira.
Base comparece e ovaciona adversário
Chamou atenção o fato de que prefeitos identificados com a base de Marcelo, Júlio e do PT participaram do encontro com Ciro e o chamaram de “pai dos prefeitos”. A cena foi interpretada como sinal claro que o primeiro voto é dele, o segundo se disputa Júlio e Marcelo.
Sinal amarelo ligou
O episódio reforça a avaliação de que o cenário não é confortável para Júlio César e Marcelo Castro na corrida ao Senado, mas que é pior para Júlio. E e necessidade de mobilizações conjuntas para atrair prefeitos e a presença desses mesmos nomes em agendas de Ciro evidenciam que nem a base vota na base.
Clima tenso em encontro da APPM em Brasília
Prefeitos da APPM se reuniram ontem, terça-feira em Brasília em meio a um ambiente descrito como pesado nos bastidores. O governador Rafael Fonteles participou do evento, mas o momento que chamou atenção foi a chegada do ministro Wellington Dias.
Aplausos e gritos de “governador”
Assim que Wellington entrou no encontro, parte dos gestores municipais passou a aplaudi-lo e a chamá-lo de “governador”. A cena foi interpretada por presentes como sinal político claro dentro do grupo.
Nos bastidores já tem candidato
Reservadamente, alguns prefeitos foram além e passaram a afirmar que Wellington seria “o candidato” do grupo para a disputa ao Governo do Estado. Rachou que deu duas bandas, já dizem.
Câmara aprova PL Antifacção após acordo com governo
A Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei Antifacção, que endurece medidas contra o crime organizado. O texto passou por mudanças durante a tramitação e recebeu a palavra final dos deputados após reformulação no Senado.
Base apoia texto relatado por Derrite
Embora a proposta tenha sido originalmente formulada pelo Palácio do Planalto, governistas acabaram apoiando a redação do deputado Guilherme Derrite, que relatou a matéria. O projeto amplia penas, reforça instrumentos de investigação e fortalece mecanismos para sufocar financeiramente facções criminosas.
Novo imposto sobre apostas é retirado
Durante a votação, parlamentares suprimiram trecho que previa a criação da chamada CID-Bets, imposto sobre casas de apostas destinado a financiar a área de segurança pública. A estimativa inicial era de arrecadação de R$ 30 bilhões.
Projeto ganha peso no cenário pré-eleitoral
A tramitação do PL Antifacção mobilizou governo e oposição e serviu de palco para posicionamentos estratégicos no ambiente pré-eleitoral. Com a aprovação na Câmara, o texto consolida uma agenda de endurecimento penal no Congresso.
Delegados da PF criticam novo texto do PL Antifacção
A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal reagiu ao parecer apresentado pelo relator Guilherme Derrite e classificou o novo texto como “decepção”. Segundo a entidade, dispositivos considerados estratégicos para a PF foram retirados ou modificados sem diálogo com a categoria.
Divisão de bens apreendidos volta ao centro da disputa
O relator reincluiu trecho que prevê a divisão de recursos provenientes de bens apreendidos entre a Polícia Federal e os estados. A regra estabelece repartição quando a investigação for conjunta. O dispositivo foi alvo de críticas do governo e da própria PF, que hoje concentra esses valores.
Câmara retoma proibição de voto para presos
Outro ponto retomado por Derrite foi a vedação ao voto de presos provisórios e condenados. A Câmara aprovou o trecho por ampla maioria, embora o Senado o tenha retirado sob argumento de inconstitucionalidade.
PL confirma Douglas Ruas ao governo do Rio e fecha aliança
Em reunião em Brasília, o PL confirmou o secretário estadual Douglas Ruas como candidato ao governo do Rio de Janeiro em 2026. O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa será o vice na chapa, consolidando aliança com o PP. O movimento contou com a presença de Flávio Bolsonaro, Altineu Côrtes e do governador Cláudio Castro.
União Brasil fica com vaga ao Senado
Pelo acordo firmado, o União Brasil ocupará uma das vagas na disputa ao Senado no Rio. A composição fortalece o palanque bolsonarista no estado, considerado estratégico para o projeto nacional do partido.
Reunião de última hora selou composição
Ruas e Lisboa foram chamados a Brasília após definição da aliança. A articulação foi conduzida em duas etapas e envolveu lideranças partidárias antes da formalização da chapa majoritária.
Castro mira o Senado na nova configuração
Com o desenho eleitoral, Cláudio Castro deve disputar uma das vagas ao Senado. A definição consolida a estratégia do PL de manter protagonismo no Rio e ampliar alianças para 2026.
Moraes manda PF agir contra suspeitos de vazamento na Receita
O ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão e a instalação de tornozeleira eletrônica em um vigilante da Receita Federal no Rio de Janeiro. A medida integra investigação sobre vazamento de dados sigilosos de ministros do STF e familiares.
Operação atinge servidores e cedidos ao órgão
Quatro servidores da Receita Federal foram alvo da ação, suspeitos de acessar e repassar informações fiscais sem autorização. Segundo o STF, entre os investigados estão Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.
Quebra indevida de sigilo envolve familiares de ministros
As apurações indicam que houve acesso irregular ao sigilo fiscal da esposa de Alexandre de Moraes e à declaração de Imposto de Renda do filho de outro ministro da Corte. O caso tramita no Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news.
Mandados cumpridos em três estados
A operação foi executada pela Polícia Federal em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, após solicitação da Procuradoria-Geral da República. Em nota, a Receita Federal afirmou que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal, considerado pilar do sistema tributário.
Vereadores criticam retorno de Arimateia ao presídio
Os vereadores Samantha Cavalca e Pedro Alcântara se manifestaram na Câmara Municipal contra a decisão judicial que determinou o retorno do jornalista Arimateia Azevedo ao sistema prisional. Ele cumpria prisão domiciliar por motivos de saúde, mas teve o benefício revogado e foi encaminhado à Penitenciária Humberto Reis da Silveira, em Altos.
Parlamentares apontam desproporcionalidade da medida
Durante a sessão, os dois parlamentares classificaram a decisão como desproporcional. Samantha destacou o estado de saúde do jornalista e criticou a divulgação de imagens dele. Pedro Alcântara afirmou que Arimateia não teria descumprido as regras impostas pela Justiça e disse ver injustiça na revogação da domiciliar, manifestando solidariedade ao comunicador.