Direto da Redação: A confusão do PT chegou no Fábio

Deputado foi indagado pela diretoria nacional sobre o que ocorre no Estado

Chamada em Brasília

O deputado estadual Fábio Novo, presidente do PT no Piauí, foi convocado à direção nacional do partido para prestar esclarecimentos sobre o cenário interno no estado. Segundo relatos de bastidores, o tom da conversa foi de cobrança. A avaliação na cúpula petista é de que a condução política junto a prefeitos tem produzido ruído desnecessário e desgaste para a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Piauí. Informou uma fonte.

Foto: Reprodução“Não há debate”: Fábio Novo rejeita reaproximação do PT com Ciro Nogueira
Partido quer saber sobre suas ações que respingam em Lula


Autoritarismo que atrapalha

Dirigentes teriam apontado que posturas classificadas como autoritárias e cobranças rígidas a gestores municipais que não seguem integralmente a cartilha partidária acabam fragilizando a base e ampliando resistências. O argumento central foi direto e bem claro, o embate local não pode contaminar o capital político de Lula em um estado historicamente estratégico para o PT.

Conta da campanha

Outro ponto sensível levantado na reunião foi o investimento feito pela direção nacional na campanha municipal em que Fábio Novo acabou derrotado. Integrantes da executiva lembraram o esforço financeiro e político empenhado e criticaram o fato de, após o revés, o dirigente estar agora envolvido nas intrigas entre Rafael Fonteles e Wellington Dias, em vez de atuar como fator de pacificação.

Pressão cruzada

No meio da tensão, Wellington Dias também teria elevado o tom com o deputado federal Júlio César. Segundo interlocutores, o ministro cobrou que o parlamentar reveja o apoio considerado automático a Rafael Fonteles. A conversa teria incluído um recado duro, Wellington lembrou que a senadora Jussara Lima, esposa de Júlio César, ocupa o mandato por ser primeira suplente na chapa de Wellington, e que a permanência dele no ministério pode mudar.


Nikolas no fogo cruzado

A decisão do deputado federal Nikolas Ferreira de não disputar o governo de Minas Gerais em 2026 reorganizou o tabuleiro da direita no estado — e teve aval direto do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Foto: ReproduçãoNikolas Ferreira encerra a caminhada com milhares de pessoas em Brasília
Seria Nikolas o futuro do Bolsonarismo?

Preservar a imagem 

Segundo relatos de bastidores, em uma das visitas de Nikolas à Papuda, Bolsonaro elogiou a “humildade” do parlamentar ao recusar a candidatura agora e emendou: “tudo tem sua hora”. O gesto foi lido como um movimento estratégico para preservar o capital político do deputado mineiro para voos mais altos no futuro.

Flavio pediu

Nos bastidores, a pressão para que Nikolas encarasse a disputa partia, sobretudo, do senador Flávio Bolsonaro, que via no aliado um palanque robusto em Minas, estado-chave no xadrez nacional de 2026. O parlamentar, no entanto, avaliou que o cenário fiscal mineiro e o timing político não recomendavam o salto ao Executivo estadual.

O futuro presidente?

Publicamente, Nikolas já sinalizou que buscará a reeleição à Câmara e que pretende influenciar a construção de um nome competitivo para o Palácio Tiradentes. A decisão preserva seu protagonismo nacional e mantém Minas como peça estratégica na engrenagem bolsonarista para a próxima corrida presidencial.

Carta da prisão de Bolsonaro 

Em carta escrita à mão e enviada por interlocutor à imprensa, o ex-presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e criticou ataques que, segundo ele, estariam partindo “da própria direita”. O texto foi remetido à coluna de Paulo Cappelli, do site metrópoles

Foto: Carolina Antunes/PRBolsonaro pede em carta que Michelle entre na política após março de 2026
Ataques a Michelle enfureceram Bolsonaro 

Racha no PL

Sem citar nomes, Bolsonaro reagiu ao ambiente de tensão no Partido Liberal. Nos últimos dias, o deputado federal Eduardo Bolsonaro fez críticas públicas a Michelle e ao deputado Nikolas Ferreira por supostamente não defenderem de forma enfática uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Planalto em 2026.

Tarcísio no radar

O comunicador Allan dos Santos também protagonizou embate ao sustentar que Michelle atuaria em favor de uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à Presidência, em detrimento do nome de Flávio. A divergência expôs fissuras no campo conservador sobre quem deve liderar o projeto eleitoral.

Pedido de trégua

Na carta, Bolsonaro defende que, em campanha majoritária, os apoios devem vir “pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”. Ele também afirmou ter pedido que Michelle só se engaje diretamente em questões eleitorais após março, em razão de compromissos familiares e da recuperação da filha do casal.

Unidade em jogo

O movimento é visto como tentativa de conter o desgaste interno e preservar a unidade do bloco conservador antes da definição formal das candidaturas para 2026.

Oração do dia

Deus está à frente do seu dia.
Ele cuida de cada detalhe, mesmo daqueles que você não vê.

Descanse o coração e confie n’Ele.

Amém?

Bom dia. A paz do Senhor. 🙏

Coluna em desenvolvimento…

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