Direto da Redação: torturas em presídios do PI repercutem no exterior
Rafael e sua comunicação fazem ouvidos de mercador. Isso não dá votos, pensam. Mas tira.
Método cruel
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Na chamada CPA / Cadeia Pública de Altos - os torturadores fazem o deslocamento de braço, de dedos, da mandíbula e até do joelho dos presos causando-lhes gritos de dor.
No exterior
Os Direitos Humanos anunciaram que iriam levar ao governador Rafael, que, parece, também não lhes deu ouvidos. O caso, incluindo outros crimes no sistema presidiário piauiense, vai ganhar a mídia internacional.
Aqui, no Executivo, nem o secretário de Justiça se manifesta e também não se tem notícias de ações do Judiciário e Ministério Público.
Cadê o preso?
Cecé, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, dá detalhes desses atos desumanos, que lhes enviam familiares dos presos. Fala até em desaparecimento de detentos.
Não rende voto
Rafael deve desprezar esse tema por achar que preso não vota. Nesse particular deve ter razão, mas precisa se preparar para as reações nas famílias, que são aos milhares, em liberdade e votam. À estas alturas, contra.
Cruéis métodos
O Portal AZ publicou matéria dias atrás sobre os cruéis procedimentos de tortura na CPA.
Presos contam que por lá um policial chamado Volverine é quem pratica o procedimento mais cruel. Um detento já revelou aos Direitos Humanos que Volverine “desmonta uma pessoa só para ouvi-la gritar”.
Os Direitos Humanos têm casos em vários presídios.
Georgiano afasta MDB do PSD
O MDB nacionalmente não vai com Lula. Claro que no primeiro turno. Se houver o segundo, se abraça com quem achar que vai ganhar. É assim desde Collor.
E aqui, no Piauí, por conta da gulodice de Georgiano, quer romper com o PSD.
Ganância
Não é de agora que deputados denunciam que, sem ética e pudor, na ânsia de ser deputado federal, Georgiano avança em seus redutos eleitorais.
Ele quer votos para si, mas prejudica os outros que assumiram inclusive o compromisso de votar no pai dele, Júlio César, para o Senado.
“Ele lá está preocupado com o pai”, queixa-se um deputado.
Like não é voto
Em entrevista à BBC News Brasil, o marqueteiro Paulo de Tarso da Cunha Santos faz alertas à campanha de Lula para 2026.
Lembrar aqui que Paulo de Tarso da Cunha Santos é o marqueteiro da campanha do “Lula lá” de 1989.
Ele adverte que internet sozinha não define uma eleição porque “like não é igual a voto”.
Olha o tendencioso
Parcial, Otávio Guedes, na GloboNews, colocou Flávio Bolsonaro no julgamento do governador carioca Cláudio Castro anteontem no TSE.
Guedes disse que Castro se salvaria da cassação se Bolsonaro conseguisse que algum ministro pedisse vista.
Sendo que já há um voto favorável ao governador.
Concurso
O governo do Piauí vai realizar daqui a 10 dias o primeiro concurso para professor em mais de uma década. Deve selecionar 2 mil professores para contratação imediata e deixar outros 2 mil candidatos esperando nomeação.
Até parece bom, mas não é tanto assim, porque o Piauí é um dos estados com maior percentual de professores contratados sem concurso, provisoriamente.
Substitutos
Os dados do Censo Escolar de 2025 indicam que somente 37,3% dos professores da rede pública estadual do Piauí são efetivos, ou seja, foram admitidos por concurso e contratados pelo estado em seu regime jurídico próprio.
Ou seja, de cada dez professores contratados no Piauí, seis são substitutos.
Um concurso para duas mil vagas altera pouco positivamente o quadro atual.
Os piores
Ainda assim, o Piauí não está na lista dos cinco estados com pior índice de contratação de professores efetivos na rede estadual, liderada pelo Acre (16,2%), seguido pelo Espírito Santo (24,5%), Mato Grosso do Sul (27,2%), Santa Catarina (28,8%) e Mato Grosso (28,9%).
Os melhores
Mas o estado com 100% das escolas funcionando dois turnos – e que por isso diz e faz ensino integral – está longe dos estados com melhores índices de contratação efetiva de professores. Nesse quesito lidera a Bahia, isolada com impressionantes 94,1% do seu quadro formado por profissionais com vínculo estável. Além da Bahia, aparecem Rio de Janeiro (91,8%) e Amazonas (84,3%) com percentuais bem altos.
Vorcaro, o famoso
A pesquisa Genial/Quaest mostrou que 65% dos brasileiros tomaram conhecimento da prisão do banqueiro festeiro Daniel Vorcaro, informa o cientista político Felipe Nunes.
Isso é péssimo para todos os que se envolveram com o homem que gastava R$ 222 milhões em uma festa.
Bem ruim
A evidência disso está no questionamento que o instituto fez quanto às consequências nada animadoras: 40% dos entrevistados afirmam que o escândalo Master afeta negativamente a todo o sistema: Supremo, governos Bolsonaro e Lula, Banco Central e Congresso Nacional, diz Felipe em postagem no X.
Torcida
Mais uma vez, o escândalo mostra que a polarização leva os eleitores de cada ponta do espectro político a proteger aqueles a quem acompanham, segue informando o cientista.
O eleitorado lulista e de esquerda enxerga efeito mais negativo para o governo Bolsonaro. O eleitorado bolsonarista e de direita vê mais efeitos negativos para o Supremo e o governo Lula.
Quem decide
Assim, são os independentes, que moderam o debate, aqueles que mais uma vez devem decidir os rumos do país, porque eles afirmam com convicção que o sistema inteiro sofre com o escândalo.
Sai pra lá
Segundo Nunes, as consequências eleitorais do escândalo são claras: 38% evitarão votar em alguém envolvido no escândalo. Não é um contingente muito alto, mas é decisivo. A pesquisa mostra ainda que 29% levariam o tema em consideração, mas também outras variáveis na hora de votar e 20% não levariam isso em conta.
Engajamento
Diz ainda que os eleitores mais engajados com o voto anti-Master são os bolsonaristas (49%) e de direita (42%). Entre os independentes, que enxergam a crise mais ampla e não focalizada, 36% deixariam de votar em alguém envolvido com o escândalo Master.
Supremo tisnado
O cientista político afirma ainda que o Supremo Tribunal Federal, mesmo não sendo visto como o único a ser afetado negativamente pelo escândalo, teve bastante abalada a sua confiança.
Pela primeira vez, há mais brasileiros desconfiados (49%) do que confiando (43%) no STF.
Menos poder
Esse aumento da desconfiança é materializado em algumas percepções muito negativas sobre o STF: 72% defendem que o Supremo tem poder demais; 59% acreditam que o STF é aliado do governo Lula; e mesmo que 51% reconheçam que o STF foi importante para manter a democracia, 66% defendem que é importante votar em um senador comprometido com o impeachment de ministros do STF.
Ele voltou!?
Patró Landim surpreendeu alguns grupos de whatsappi com essa foto, junto com o jornalista Arimateia Azevedo, num lugar, no Teresina Shopping que se parece, no café São Brás, ponto de reunião, até pouco mais de 5 anos atras, do jornalista.
Mas muita gente não acreditou que essa cena tenha se registrado ontem.
Os jornalistas da coluna estão investigando.