Direto da Redação: os problemas que o porto provoca na gestão Rafael
Erro administrativo do governo Rafael Fonteles pode ter encarecido a obra
Alto valor da obra
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Essa semana especialistas em Logística industrial estiveram no Piauí e levantaram uma questão que merece reflexão, a forma como decidiram realizar a atual obra do Porto de Luís Correia está se revelando uma decisão administrativa do atual governo que pode ter encarecido a obra significativamente.
A lógica foi para o lixo
A questão é simples: quando a obra foi retomada, a lógica mais natural seria continuar exatamente do ponto em que ela havia parado, aproveitando o que já estava feito e preservando o planejamento técnico existente.
Mas não foi isso que aconteceu.
O governo decidiu mudar o local do cais do porto. E o fez, ao que parece, sem ouvir quem realmente entende de engenharia portuária.
Essa decisão, segundo técnicos da área, pode ter sido um erro grave.
Algo sério
Ao alterar o ponto do cais, o projeto precisou ser redesenhado, novas intervenções passaram a ser necessárias e o custo da obra cresceu. Resultado: milhões de reais a mais para os cofres públicos. Para uma combalida situação fiscal como a do Piauí isso é algo muito sério.
E não é exagero dizer que parte desse dinheiro pode ter sido gasto de forma absolutamente ineficiente, fruto de uma decisão administrativa que ignorou a lógica técnica do projeto original.
Há ainda outro ponto que chama atenção.
Em obras portuárias pelo mundo, o material retirado da dragagem — os chamados rejeitos — costuma ser utilizado para aumentar a retroárea do porto, ampliando o espaço operacional e reduzindo custos logísticos.
No caso do Porto de Luís Correia, isso também não foi feito.
Ou seja: além de ampliar o trecho de dragagem, aumentando custos, o governo também deixou de aproveitar o próprio material retirado da obra para expandir a área operacional do porto.
Resultado prático: gastou-se mais e aproveitou-se menos.
Mas o debate sobre as escolhas técnicas da obra ganhou um elemento novo e decisivo nos últimos dias.
A decisão da Justiça que muda o contexto
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) absolveu os ex-secretários de Transportes Luciano Paes Landim, Norma Sales e Alexandre Nogueira, além de outros servidores e ex-servidores públicos que haviam sido acusados de possíveis irregularidades na condução das obras do porto.
Velha narrativa
A decisão desmontou uma narrativa que se usou para justificar decisões administrativas sobre a obra e que escancarava uma desconsideração sobre o que havia sido feito e foi simplesmente ignorado pelo atual governo.
Depois de analisar novamente as provas do processo, o tribunal concluiu o que muitos já diziam desde o início: não havia prova de desvio, enriquecimento ilícito ou qualquer tipo de crime na condução da obra.
Em resumo: não houve crime.
Portal AZ já havia apontado o problema
O curioso é que essa conclusão da Justiça já havia sido antecipada há anos pela coluna do jornalista Arimateia Azevedo, em 2022.
O poder da coluna
Em 10 de julho de 2022, o Portal AZ publicou análise apontando que a sentença de primeiro grau que condenou gestores e técnicos da obra estava cheia de problemas jurídicos e fragilidades probatórias. Mas parece que quem ficou responsável por conduzir a obra se aproveitou da situação.
Naquele momento, já se dizia que a sentença dificilmente resistiria a uma análise mais rigorosa das instâncias superiores.
O tempo confirmou. A sentença caiu.
A injustiça que se cometeu
Durante anos, os nomes de gestores e técnicos que participaram das primeiras etapas da obra foram alvo de insinuações.
Foram tratados como responsáveis por irregularidades que agora a própria Justiça afirma que não existiram.
A absolvição do TRF1 faz o que deveria ter sido feito desde o início: restabelece a verdade e corrige uma injustiça.
O caso deixa um contraste inevitável.
Enquanto decisões administrativas do passado foram criminalizadas sem prova, decisões administrativas recentes podem ter custado milhões a mais ao Estado.
A absolvição dos ex-secretários e servidores não apenas repara um erro judicial.
Ela também levanta uma questão incômoda para o atual governo: se dava pra fazer a mesma obra gastando menos, para que gastar mais???
O problema do governo
Então o problema da obra não estava no passado, mas nas decisões tomadas depois.
E que, ao que tudo indica, podem ter encarecido, sem nenhuma justificativa razoável, o Porto de Luís Correia.
Oração do dia
Deus vai te dar paz e direção hoje.
Ele vai firmar os seus passos.
Amém? BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO
Perseguição de jornalista?
Agora os bacanas chamam de stalking-perseguição a sequência de matérias que jornalista publica sobre malfeitos dos homens públicos.
Como dizia Arimateia Azevedo, voraz caçador de corrupto, “fica vermelha, cara sem vergonha”.
Acorda, Silvio! Ou sai
Quem lê sobre o caso da escola adventista construída em Teresina sem licença da PMT, fica pensando tratar-se de mais um escândalo da gestão Dr. Pessoa.
É não. É da gestão atual, do sempre zeloso e atento gestor (nas gestões passadas), Silvio Mendes.