Direto da Redação: contador dos escândalos tem medalha do TRT-PI
Craveiro é comendador da Justiça do Trabalho do Piauí. Com todos os escândalos
Quebra do sigilo
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A quebra do sigilo bancário e telemática do contador piauiense Francisco Craveiro tem deixado muita gente sem dormir.
O senador Rogério Carvalho, do PT é autor do pedido na CPI.
Homenagem
Craveiro recebeu, em dezembro do ano passado, comenda do TRT. Ele recebeu a medalha de oficial do Tribunal.
Perguntar não ofende
Quais os critérios usados por autoridades nessas homenagens? Até ocupar manchetes nacionais, Francisco Craveiro era conhecido apenas nos bastidores. E como falavam o nome dele.
Você lembra?
O senador Ciro também foi medalhado, apesar de estar no meio do furacão do Banco Master.
Ah, mas o senador ja avisou que renuncuará ao mandato se tiverem comprovado tudo.
Sem resposta
Nem o governo do Estado, nem o governador, nem a própria instituição vieram a público explicar, de forma objetiva, como uma dívida superior a R$ 123 milhões foi reduzida para cerca de R$ 600 mil em poucos dias.
O silêncio institucional, nesse contexto, não resolve o problema — ao contrário, amplia as dúvidas e alimenta questionamentos legítimos da sociedade.
Transparência
Porque, quando se trata de valores dessa magnitude, a transparência não é uma opção política.
É uma obrigação pública.
De onde surgiu o dinheiro para pagar a dívida tributária com a União?
É importante esclarecer
Não se trata de empréstimo.
O que ocorreu foi a redução expressiva de uma dívida tributária inscrita em dívida ativa da União, que caiu de cerca de R$ 123 milhões para aproximadamente R$ 600 mil.
Isso significa que o colégio:
• pode ter pago valores elevados em dinheiro,
• pode ter aderido a programa de transação tributária com descontos,
• pode ter feito parcelamento com abatimentos,
• ou pode ter ocorrido revisão administrativa ou judicial da dívida.
Mas, independentemente do mecanismo, permanece a pergunta central:
De onde vieram os recursos para quitar ou reduzir mais de R$ 122 milhões em dívida tributária em poucos meses?
O silêncio permanece
Até agora:
• não houve explicação pública detalhada,
• não foram divulgados os termos da negociação,
• não se sabe qual foi o valor efetivamente pago,
• nem qual foi o percentual de desconto eventualmente concedido.
E isso é relevante porque estamos falando de:
dívida tributária com a União — recursos públicos.
A pergunta correta, portanto, é esta
De onde surgiu o dinheiro para pagar milhões em dívida tributária de uma empresa do governador com a União?
Isso não é uma questão técnica apenas.
É uma questão de transparência pública.
E os fornecedores do Estado — estão em dia?
Outra questão inevitável surge quando se observa esse cenário.
Enquanto uma empresa privada consegue reduzir rapidamente uma dívida milionária, o Estado do Piauí convive historicamente com atrasos e passivos relevantes, especialmente com:
• fornecedores
• prestadores de serviços
• contratos administrativos
• obras públicas
• terceirizados
A pergunta é direta:
Os fornecedores do Estado estão recebendo em dia?
Ou ainda:
Há empresas aguardando pagamentos enquanto o governo mantém silêncio sobre suas próprias obrigações financeiras?
As dívidas do Estado também caíram no mesmo período?
Esse é um ponto central. Se houve um esforço financeiro relevante na economia local, é razoável perguntar:
• A dívida do Estado do Piauí diminuiu no mesmo período?
• Houve redução significativa do passivo estadual?
• Houve queda no estoque de precatórios ou restos a pagar?
• Houve melhora real na situação fiscal do Estado?
Ou apenas uma empresa específica conseguiu reduzir rapidamente seu passivo?
Porque, se o Estado continua endividado e com compromissos pendentes, a comparação se torna inevitável.
Quando há silêncio, surgem perguntas
Não se trata de acusação.
Mas de lógica administrativa.
Quando:
• uma dívida superior a R$ 123 milhões desaparece em poucos meses
• o chefe do Poder Executivo foi sócio da empresa
• familiares continuam na administração
• e o governo não apresenta explicações públicas
O questionamento se torna natural.
E legítimo.
As perguntas que continuam sem resposta
• De onde veio o dinheiro para reduzir a dívida?
• Houve pagamento integral ou desconto?
• Houve financiamento?
• O governo tem alguma relação institucional com a negociação?
• Os fornecedores do Estado estão em dia?
• A dívida do Estado também caiu?
• Ou apenas a de uma empresa específica?
Olha a transparência!
Em gestão pública, transparência não é favor — é dever.
E, quando o governo silencia diante de fatos relevantes, a sociedade faz o que sempre fez: pergunta.
Oração do Dia
Assim será com a ressurreição dos mortos. O corpo que é semeado é perecível e ressuscita imperecível; é semeado em desonra e ressuscita em glória; é semeado em fraqueza e ressuscita em poder; é semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual.
Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
1 Coríntios 15:42-44 BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS