Direto da Redação: contador dos escândalos tem medalha do TRT-PI

Craveiro é comendador da Justiça do Trabalho do Piauí. Com todos os escândalos

Quebra do sigilo

A quebra do sigilo bancário e telemática do contador piauiense Francisco Craveiro tem deixado muita gente sem dormir.

O senador Rogério Carvalho, do PT é autor do pedido na CPI.

Homenagem

Craveiro recebeu, em dezembro do ano passado, comenda do TRT. Ele recebeu a medalha de oficial do Tribunal.

Foto: ReproduçãoCerimônia de Entrega das Medalhas Ordem Piauiense do Mérito Judiciário do TRT da 22ª Região
Cerimônia de Entrega das Medalhas Ordem Piauiense do Mérito Judiciário do TRT da 22ª Região

Perguntar não ofende

Quais os critérios usados por autoridades nessas homenagens? Até ocupar manchetes nacionais, Francisco Craveiro era conhecido apenas nos bastidores. E como falavam o nome dele.

Você lembra?

O senador Ciro também foi medalhado, apesar de estar no meio do furacão do Banco Master. 

Ah, mas o senador ja avisou que renuncuará ao mandato se tiverem comprovado tudo.

Sem resposta

Nem o governo do Estado, nem o governador, nem a própria instituição vieram a público explicar, de forma objetiva, como uma dívida superior a R$ 123 milhões foi reduzida para cerca de R$ 600 mil em poucos dias.

O silêncio institucional, nesse contexto, não resolve o problema — ao contrário, amplia as dúvidas e alimenta questionamentos legítimos da sociedade.

Foto: ReproduçãoCEV
O governador, o governo e a empresa não explicam o milagre do pagamento do débito

Transparência

Porque, quando se trata de valores dessa magnitude, a transparência não é uma opção política.

É uma obrigação pública.

De onde surgiu o dinheiro para pagar a dívida tributária com a União?

É importante esclarecer

Não se trata de empréstimo.

O que ocorreu foi a redução expressiva de uma dívida tributária inscrita em dívida ativa da União, que caiu de cerca de R$ 123 milhões para aproximadamente R$ 600 mil.

Foto: Marcello Casal JrAgência BrasiDinheiro

Isso significa que o colégio:

• pode ter pago valores elevados em dinheiro,

• pode ter aderido a programa de transação tributária com descontos,

• pode ter feito parcelamento com abatimentos,

• ou pode ter ocorrido revisão administrativa ou judicial da dívida.

Mas, independentemente do mecanismo, permanece a pergunta central:

De onde vieram os recursos para quitar ou reduzir mais de R$ 122 milhões em dívida tributária em poucos meses?

O silêncio permanece

Até agora:

• não houve explicação pública detalhada,

• não foram divulgados os termos da negociação,

• não se sabe qual foi o valor efetivamente pago,

• nem qual foi o percentual de desconto eventualmente concedido.

E isso é relevante porque estamos falando de:

dívida tributária com a União — recursos públicos.

Foto: Reprodução/CEVRafael Fonteles é fundador do grupo CEV
Rafael Fonteles é fundador do grupo CEV

A pergunta correta, portanto, é esta

De onde surgiu o dinheiro para pagar milhões em dívida tributária de uma empresa do governador com a União?

Isso não é uma questão técnica apenas.

É uma questão de transparência pública.

E os fornecedores do Estado — estão em dia?

Outra questão inevitável surge quando se observa esse cenário.

Enquanto uma empresa privada consegue reduzir rapidamente uma dívida milionária, o Estado do Piauí convive historicamente com atrasos e passivos relevantes, especialmente com:

• fornecedores

• prestadores de serviços

• contratos administrativos

• obras públicas

• terceirizados

A pergunta é direta:

Os fornecedores do Estado estão recebendo em dia?

Ou ainda:

Há empresas aguardando pagamentos enquanto o governo mantém silêncio sobre suas próprias obrigações financeiras?

As dívidas do Estado também caíram no mesmo período?

Esse é um ponto central. Se houve um esforço financeiro relevante na economia local, é razoável perguntar:

• A dívida do Estado do Piauí diminuiu no mesmo período?

• Houve redução significativa do passivo estadual?

• Houve queda no estoque de precatórios ou restos a pagar?

• Houve melhora real na situação fiscal do Estado?

Ou apenas uma empresa específica conseguiu reduzir rapidamente seu passivo?

Porque, se o Estado continua endividado e com compromissos pendentes, a comparação se torna inevitável.

Quando há silêncio, surgem perguntas

Não se trata de acusação.

Mas de lógica administrativa.

Quando:

• uma dívida superior a R$ 123 milhões desaparece em poucos meses

• o chefe do Poder Executivo foi sócio da empresa

• familiares continuam na administração

• e o governo não apresenta explicações públicas

O questionamento se torna natural.

E legítimo.

As perguntas que continuam sem resposta

• De onde veio o dinheiro para reduzir a dívida?

• Houve pagamento integral ou desconto?

• Houve financiamento?

• O governo tem alguma relação institucional com a negociação?

• Os fornecedores do Estado estão em dia?

• A dívida do Estado também caiu?

• Ou apenas a de uma empresa específica?

Olha a transparência!

Em gestão pública, transparência não é favor — é dever.

E, quando o governo silencia diante de fatos relevantes, a sociedade faz o que sempre fez: pergunta.

Oração do Dia

Assim será com a ressurreição dos mortos. O corpo que é semeado é perecível e ressuscita imperecível; é semeado em desonra e ressuscita em glória; é semeado em fraqueza e ressuscita em poder; é semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual.

Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

1 Coríntios 15:42-44 BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS 

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