Direto da Redação: Sílvio Mendes diz que sabe se comunicar

O prefeito sustenta que não tem “dinheiro público” para gastar com propaganda

Sílvio responde

O prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) respondeu à coluna. Disse o seguinte: “Não tenho dificuldade de comunicação, nem a gestão está um caos. Já esteve. A dificuldade agora é não ter dinheiro público para gastar com propaganda”.

Foto: Jailson Soares/SEMCOMSilvio Mendes, prefeito de Teresina.
Silvio Mendes: náo há dinheiro público para propaganda. Errou.

Aos fatos

Sílvio, com razão, diz que sua gestão não está um caos. Verdade, mas é assim que boa parte dos eleitores percebe sua administração, sobretudo considerando o que o próprio prefeito acertadamente disse: “Já esteve”. Verdade. Passou a pior fase de uma gestão ruinosa anterior, mas todo o esforço da atual gestão, que não foi pouco, segue sem a percepção dos eleitores. Entenda, sem comunicação, Sílvio está como que invisível.

Foto: ETURBTeresina registra R$ 650 mil em multas por descarte irregular de lixo
Cidade está suja e o povo culpa o prefeito

Audiência cada vez menor

O prefeito de Teresina fala para audiências cada vez menores, que não são informadas do que vem sendo feito. Não é uma questão de “gastar dinheiro com propaganda”, mas de prestar contas, o que é para ele obrigação e uma oportunidade: quanto mais as pessoas sabem o que é feito, menos elas terão razões para a crítica, muitas vezes injusta, decorrente da falta de informações.

Alguns exemplos

Veja-se um exemplo: a Prefeitura recuperou estradas na zona rural, algumas delas com asfalto de alta qualidade; abriu o trânsito com uma alça na ponte Wall Ferraz, criando um novo corredor de tráfego entre as zonas norte, sul e sudeste; recuperou o mercado do peixe; está iniciando a operacionalização de um binário na região do Grande Dirceu.

E quem soube disso? Pouca gente ou quase nada, face a uma opção preferencial pelo silêncio institucional. Não é errado, evidentemente, mas, para quem pretende ser melhor percebido, é um problema.

Foto: ReproduçãoAlça da ponte: obra nova, mas o povo bão tomou conhecimento. Faltou a propaganda institucional, legal e necessária
Alça da ponte: obra nova, mas o povo não tomou conhecimento. Faltou a propaganda institucional, legal e necessária

Equilíbrio das contas

Sim, não há caos na prefeitura, considerando que a gestão recebeu as contas com nota C do Tesouro Nacional, evoluiu para B e, neste ano, a chamada Capag (Capacidade de Pagamento) do município de Teresina vai chegar à letra A na STN. É crédito mais barato, inclusive na renegociação de dívidas anteriores.

Porém, para quem está na rua, bem mais importante é a zeladoria da cidade que, vamos combinar, é um problema, mormente para a imagem do prefeito.

Comunicação

Sim, gastar dinheiro com propaganda, sobretudo para construir uma imagem falsa, é ruim, deveria até mesmo ser legalmente considerado como improbidade administrativa. Mas não usar meios de informação para dar conhecimento do que é feito com recursos públicos, através de publicidade institucional, é também um erro.

ORAÇÃO DO DIA!

Oi, Deus! Firma meus passos no caminho que o Senhor traçou para mim, abençoa minha jornada diária e guarda-me de todo mal, principalmente daqueles que parecem inofensivos, mas tentam me prejudicar e me desviar do meu propósito. Amém!

Versículo do dia:

“No coração, tem ele a lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão”.

(Salmos 37,31) BOM DIA! A paz do Senhor Jesus Cristo 🙏

Rafael segue errando

É essa percepção que começa a ganhar força entre lideranças e observadores mais atentos: a de que, nos últimos anos, decisões políticas foram tomadas com foco restrito a um núcleo reduzido, muitas vezes sem a devida leitura do sentimento social mais amplo. Em política, erros acumulados — especialmente quando acompanhados de soberba, arrogância ou sensação de invulnerabilidade — costumam produzir efeitos silenciosos, mas profundos.

Foto: CcomRafael Fonteles
Rafael Fonteles é outro que se comunica mal.

O povo está atento

Nas conversas de bastidor, o diagnóstico é simples e direto:

é um erro achar que o povo não está prestando atenção.

O eleitor pode não gritar, pode não se manifestar publicamente, mas fala — e fala muito — no dia a dia. E essa conversa cotidiana, aparentemente informal, é frequentemente o primeiro indicador de mudança de humor político.

Excesso de confiança

Outro elemento que emerge desse ambiente é a discussão sobre o chamado excesso de confiança, um fenômeno comum em governos que acumulam vitórias sucessivas. Quando um grupo político passa a acreditar que seus acertos passados garantem vitórias futuras, surgem os chamados “pontos cegos”.

E é justamente nesses momentos que erros estratégicos se tornam mais prováveis.

Competitividade

É nesse contexto que cresce a atenção em torno da candidatura de Joel Rodrigues, cuja entrada mais assertiva no debate público parece ter reativado a competitividade do cenário eleitoral. Sua trajetória administrativa e sua narrativa política — baseada em experiência de gestão e superação pessoal — têm produzido um efeito psicológico relevante:

recolocar a disputa em aberto.

Redefinem estratégia

Se a pesquisa do Instituto Veritá confirmar uma aproximação mais significativa entre governo e oposição, o impacto será imediato. Em política, números não apenas informam — eles moldam comportamentos, reorganizam alianças e redefinem estratégias.

Por isso, cresce a expectativa para os dados que podem ser divulgados neste final de semana. Caso apontem um cenário mais equilibrado do que o esperado, a consequência natural será a intensificação da pressão interna no grupo governista e o aumento da mobilização oposicionista.

Nova fase na política

Em síntese, o momento político do Piauí parece entrar em uma nova fase:

menos de conforto, mais de disputa;

menos de previsibilidade, mais de incerteza.

E, como ensina a própria experiência política, não existe poder inatingível — tudo pode mudar a qualquer momento.

E o vento levou?

Vem cá, que fim levou a notícia de que o MPC-PI pediu investigação sobre o contrato do Governo do Piauí (via Seduc) com a empresa do humorista Whindersson Nunes?

Foto: DivulgaçãoWhindersson Nunes
Windersson Nunes: muito dinheiro ganho do governo do Piauí

Não acontece nada?

O contrato foi de quase R$ 5 milhões, sem licitação.

Pois é, o autor vai ser o próximo vice-governador. E o beneficiado anda contando piadas Brasil afora.

Foto: Reprodução/Gov PiWashington Bandeira é exonerado da Secretaria de Educação do Piauí
Washington Bandeira estava na Seduc no contrato com o humorista

Sarah, vice? Quem inventou isso?

A turma que assessora Joel já começou com estultices. 

Sarah Menezes, apesar de famosa mundialmente, não tem qualquer empatia popular no Piauí. 

O povo gosta dela, a admira, mas não a vê como candidata. E ela não quer cargo politico.

Ela acabou de deixar uma secretaria municipal.

Tem encargos maiores nos esportes no Brasil.

Foto: Agência BrasilSarah Menezes
Sarah Menezes

Lindinho espetou-se

Sobrou para Lindemberg Farias na conclusao da CPMI do INSS.
Ele espalhou que o relator Alfredo Gaspar havia estuprado uma garota, na juventude, da qual nasceu um filho.

Foto: ReproduçãoLindbergh Farias
Lindbergh Farias

Gaspar mostrou que a filha é de um primo dele.

O que é isso?

Isso é um disco voador? São os ETs que estão chegando?


Não. É o governador Rafael Fonteles  lançando na praia de Barra Grande um portal digital em tempo real.

Pois é, o dinheiro não manda desaforo.

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