Direto da Redação: no entra e sai, Rafael não escolhe ninguém

Os substitutos são da confiança dos que saem e não de quem os nomeia

Porta de saída

Desde terça-feira, dez secretários de estado deixaram as pastas para concorrer nas eleições deste ano. Mas não ficaram ao léu. Deles, somente quatro não têm mandatos a renovar, enquanto seis são deputados estaduais que vão tentar a sorte no mercado das urnas.

Além disso, todos – ou quase todos – deixaram lugares-tenentes ocupando seus espaços no governo.

Foto: ReproduçãoEles vão a caça de votos, muitos de cabresto, que já estão garantidos pelos chefes do interior. Mas bem todos voltam
Eles vão a caça de votos, muitos de cabresto, que já estão garantidos pelos chefes do interior. Mas nem todos voltam

Quem sai

Não são mais ocupantes de cargos no secretariado de Rafael Fonteles os senhores Flávio Nogueira Junior (Infraestrutura), Zenaide Lustosa (Mulheres), Firmino Paulo (Irrigação), Jannaína Marques (Desenvolvimento Econômico), Carlos Augusto Sousa (Justiça), Fabio Abreu (Agronegócio), Nerinho (Defesa Civil), José Santana (Trabalho), Simone Pereira (Combate às Drogas), Mauro Eduardo Cardoso (Pessoa com Deficiência), Fabio Xavier (Agronegócio).

Todos são candidatos

Todos os ocupantes de cargos de secretário de Estado exonerados na terça-feira devem concorrer nas eleições deste ano, a maioria tentando manter mandatos de deputado estadual.

Três deles, Zé Santana, Zenaide Lustosa e Fábio Abreu devem ser candidatos a deputado federal.

Foto: Assessoria da AlepiZé Santana, presidente da Agespisa, deve explicar porque em Parnaíba, se vai produzir 7 mil agendas. E para que elas servirão?
Santana vai a aventura eleitoral, mas deixa no seu lugar a esposa.

Meu lugar

No lugar dos demitidos ficam seus lugares-tenentes, ou seja, pessoas da confiança deles – não de quem nomeia, o governador – para seguir tocando as secretarias de Estado que antes eram território administrativo e burocrático dos agora candidatos.

É possível que somente Zenaide Lustosa e Mauro Eduardo não tenham esse direito medieval de manter um indicado no feudo administrativo.

Quem entra 1

Um caso clássico de lugar-tenente é Deusval Lacerda, que sempre ocupa a cadeira de Jannaína Marques em qualquer secretaria em que ela esteja sendo a chefe.

Desde ontem, Lacerda é secretário de Desenvolvimento Econômico do Piauí.

Quem entra 2

Fabio Abreu deixou em seu lugar João Rodrigues Filho, que, a exemplo de Deusval Lacerda, é um executivo low-profile. Mas foi além, porque pôs o irmão Antônio Abreu Costa no comando da Agência de Defesa Agropecuária, vaga antes ocupada por João Rodrigues Filho.

Quem entra 3

O deputado estadual Flávio Nogueira Junior deixou em seu lugar no cargo de secretário de Infraestrutura o amigo Danísio Guimarães e Marabuco.

Marabuco vem a ser neto do ex-prefeito de Timon, Napoleão Guimarães.

Quem entra 4

Diva Vasconcelos, uma discreta executiva que já atuou no setor elétrico (na finada Cepisa e na ex-Eletrobras Piauí), é agora a substituta de Zenaide Lustosa na Secretaria de Mulheres.

Quem entra 5

No lugar de Firmino Paulo, na Secretaria de Irrigação, uma das quatro pastas do setor agropecuário, ficará Gustavo Sousa e Sousa, que, além do sobrenome dobrado, tem uma experiência considerável na burocracia estadual.

Quem entra 6

O cargo deixado pelo deputado Coronel Carlos Augusto será ocupado por Heitor Gonçalves de Moura Vieira Bezerra, que já ocupou o posto em outras ocasiões em que o titular deixou a pasta, ou seja, é um lugar-tenente de confiança do titular.

Quem entra 7

A assistente social Karina Raquel de Sampaio Lemos assume o lugar da deputada estadual Simone Pereira (PSD) na Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas e Fomento ao Lazer.

Quem entra 8

O ex-prefeito de Amarante, Diego Lamartine Soares Teixeira, será o novo secretário de Agronegócio, em substituição a seu parceiro político, o deputado estadual Fabio Xavier, do PT.

Mas Diego é, como diria João Madison, de todo mundo. Já apoiou de Ciro Nogueira a Rafael Fonteles.

Quem entra 9

Candidato a deputado federal pelo PT, o ex-deputado estadual Zé Santana, antes ocupante da Secretaria de Trabalho, deixou no seu lugar ninguém menos que a própria esposa, Aldara Rocha Leal Vilar Pinto, ex-prefeita de Jerumenha.

Quem entra 10

O lugar-tenente do deputado Nerinho (PT) na Secretaria de Defesa Civil, que ele largou para ser candidato à reeleição, é o engenheiro Eduardo Apolonio Cavalcante.

Quem entra 11

É uma ilustre desconhecida a nova ocupante da Secretaria da Pessoa com Deficiência, antes ocupada pelo agora candidato a deputado estadual pelo PT, Mauro Eduardo.

Do pouco que se sabe de Maria Helena de Oliveira Lima é que não andou muito o projeto do vereador petista Deolindo Moura para dar a ela título de cidadão teresinense.

Plamta: Plano da enganação

Rafael não precisa apenas fingir, mas agir com seriedade para garantir boa assistência aos servidores através do Plamta.

Os segurados se queixam que o plano não garante sequer internação na rede hospitalar.

Te alui, Rafael. Isso tira votos. E derrota até quem se acha imbatível.

Calma, Silvio! Cadê o dinheiro?

Silvio Mendes anunciou ter recebido do arquiteto Julio Medeiros projeto de urbanização do complexo da ponte estaiada, coisa grande: teatro, espaço para concertos musicais; restaurante; elevador, iluminação e quiosques.

Levando-se em conta o que Silvio Mendes nos disse, que falta dinheiro para cumprir a Constituição, ou seja, da mídia institucional, isso aí não é exagero numa gestão que nem limpar a cidade está podendo?

Foto: ReproduçãoSilvio Mendes
Silvio alega não ter dinheiro e quer construir o complexo da ponte numa cidade imunda, coberta de mato

O estoniano mal educado

Você vai ver uma cena pornográfica, escatológica, desrespeitosa.

O cidadão baixa as calças e mostra o bumbum. Certamente alguém dirá que se trata de um brasileiro/piauiense grosseiro e mal educado.

Foto: ReproduçãoO cabra aí vai arriar as calças para mostrar o bumbum pros piauienses
O cabra aí vai arriar as calças para mostrar o bumbum pros piauienses

Mas não é, não!

O sujeito que se despe e mostra a bunda é um estoniano/lituano, na hora em que Rafael passa imagens do litoral, naquela geringonça, com o povo acenando com bandeirinhas.

Como a “máquina voadora” comprada da Estônia não tem som, só exibe imagem de mudos, um gaiato daquele país resolveu se mostrar, certamente descontente com a milionária invenção de Rafael e Victor Hugo.

Oração do dia

Ora, se morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos. Pois sabemos que, tendo sido ressuscitado dos mortos, Cristo não pode morrer outra vez: a morte não tem mais domínio sobre ele. Porque, morrendo, ele morreu para o pecado uma vez por todas; mas, vivendo, vive para Deus. Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus.

📖 Romanos 6:8-11 BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏

O dia em que a militância cansou

Leia abaixo uma carta que circula nas redes sociais que deve deixar Rafael de cabelos em pé.

“Eu falo como quem viveu tudo isso.

Como quem começou quando o PT era minoria, era resistência, era quase um ato de coragem.

Como quem pegou sol em caminhada, colou cartaz de madrugada e defendeu o partido quando ninguém queria se associar a ele.

Eu não era dirigente.

Não era secretário.

Não era nomeado.

Eu era apenas militante.

Daqueles que acreditavam que o Piauí podia deixar de ser quintal de oligarquia e virar terra de oportunidade para o povo. E foi com esse espírito que vi, em 2002, Wellington Dias derrotar o sistema político tradicional e inaugurar um novo ciclo.

Aquilo não foi só eleição.

Foi mudança de era.

O primeiro governo foi duro. O caixa era curto. A estrutura era frágil. Mas havia compromisso. Havia direção. Havia liderança.

Em 2006, veio a reeleição — e ela não caiu do céu. Foi conquistada na rua, no suor, na confiança.

O segundo governo foi melhor. Mais organizado. Mais respeitado. O Estado começou a se estabilizar e a militância passou a sentir orgulho do que ajudou a construir.

Mas em 2010 aconteceu o primeiro tropeço sério.

O apoio a Wilson Martins foi um erro. E não foi um erro pequeno. Foi um erro político que custou caro. Ainda assim, a base segurou firme. Porque o que veio depois foi perseguição política aberta ao PT — e isso manteve a chama acesa.

Em 2014, Wellington voltou ao Karnak.

E nós voltamos para o sol.

Mais uma vez.

Sem cargo.

Sem favor.

Sem promessa.

Só com convicção.

Foi nesse período, por volta de 2015, que surgiu uma nova figura dentro do governo. O então secretário de Fazenda. Jovem, técnico, disciplinado, eficiente. E, principalmente, respeitoso com a liderança de Wellington Dias.

Parecia alguém que entendia o jogo político.

Parecia alguém que sabia que ninguém chega sozinho.

E isso animou a militância.

Porque víamos ali continuidade.

Víamos ali projeto.

Víamos ali futuro.

Em 2018, esse secretário fez tudo o que o partido pediu. Cumpriu a liturgia política, seguiu a orientação de Wellington, ajudou a organizar o governo e consolidou seu nome.

E acabou eleito governador em 2022.

Ali, confesso, eu ainda acreditava.

Mas foi depois que começou a decepção.

Porque, uma vez no poder, o governo mudou de cara.

Mudou de comportamento.

Mudou de prioridade.

E deixou de parecer governo do PT.

Não era mais governo para o partido.

Não era mais governo para a base.

Muito menos para o povo.

Virou governo de grupo.

Virou governo de círculo fechado.

Virou governo de amigos.

O famoso governo dos Rafa Boys.

E quem construiu o partido com a própria história começou a ser tratado como peça descartável.

A militância virou figurante.

O partido virou coadjuvante.

E a liderança histórica passou a ser ignorada.

Isso, para quem viveu a luta, não é detalhe.

É ruptura.

Porque ninguém constrói um projeto político sozinho.

E ninguém sustenta poder ignorando quem colocou esse poder de pé.

Eu vi o PT apanhar nacionalmente.

Vi a Lava Jato tentar destruir o partido.

Vi adversário comemorar.

E continuei firme.

Mas agora é diferente.

Agora não é ataque de fora.

É frustração de dentro.

Hoje, depois de mais de duas décadas de militância, eu olho para trás e vejo que o que está acontecendo não é desgaste natural.

É distanciamento político.

Quando o governo passa a governar para poucos,

quando o partido deixa de ser ouvido,

quando a base deixa de ser respeitada,

o projeto começa a morrer por dentro.

E é por isso que, em 2026, a decisão já está tomada.

Não vou para o sol.

Não vou para a rua.

Não vou para a campanha.

E não sou o único.

Muita gente que esteve nas vitórias de 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 pensa exatamente da mesma forma.

Não é revolta.

Não é vingança.

Não é oposição.

É cansaço.

Porque a maior derrota de um governo não é perder a eleição.

É perder a militância que o fez existir”.

Investimentos

O governo do Piauí publicou na quarta-feira o balanço de sua agência de desenvolvimento, a Badespi.

Houve um aumento significativo na carteira de crédito em todos os setores financiados, sendo o comércio o que mais se beneficiou.

Os números

Os dados estão no balanço da Badespi publicado na segunda-feira, no qual o volume da carteira de créditos subiu para R$ 128,7 milhões em dezembro de 2025 – um aumento de 55,6% em relação aos R$ 82,7 milhões no ano anterior.

Foto: ReproduçãoJa virou meme a tentativa de Wellington emplacar o filho deputado estadual. Mas dizem que quem quer é a mãe, Rejane. O índio está só obedecendo ordem dela
Ja virou meme a tentativa de Wellington emplacar o filho deputado estadual. Mas dizem que quem quer é a mãe, Rejane. O índio está só obedecendo ordem dela

Aumento

Houve aumentos na carteira de crédito em todos os segmentos para os quais a Badespi faz financiamentos.

No comércio, o valor emprestado dobrou, saindo de R$ 44,8 milhões em 2024 para R$ 89,7 milhões.

Aumento 2

No setor de serviços o aumento foi menor, de R$ 29,5 milhões para R$ 27,7 milhões – 6,4%.

Também na indústria, onde a participação é pequena, registrou-se uma elevação de 52,3%, saindo de R$ 2,1 milhões em 2024 para R$ 3,2 milhões no ano passado.

Queda 

No setor rural, houve queda: R$ 8 milhões em 2024 ante R$ 6,1 milhões no ano passado – queda de 23,75%.

Cartão azul para o filho do Dudu

O Palácio de Karnak exonerou do cargo de assessor técnico um jovem chamado Yan Kalid Trindade de Oliveira.

Vem a ser filho da ex-deputada Francisca Trindade e do vereador Dudu, do PT.

Investigação em construtoras dos amigos do Rafa

Tres das cinco construtoras que mais recebem obras no governo estão sendo investigadas. Por suspeitas no Processo de escolha. Os alvos são  as empresas dos amiguinhos de Rafael que antes deste governo tomavam cuscuz do pé de louro.

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