Direto da Redação: os rafa boys se transformaram num ativo podre
Na avaliação de petista raiz, rafaboy tira mais da gestão do que ajuda e desgasta Rafael
Sumiu a expressão “rafa boys”
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Não se sabe quanto aos outros, mas os colunistas daqui já perceberam que, na mídia financeiramente adestrada, sumiu a expressão “Rafa boys”, que era o núcleo próximo ao governador.
O termo era antes usado como parte de uma elite. Agora virou ativo podre.
Patota
A existência de uma patota de amigos de escola no entorno do governador, antes vista como coisa boa, agora é um dos maiores problemas de Rafael Fonteles.
Filiado ao PT, é percebido por extensas parcelas do eleitorado como um oligarca, justamente porque tem uma patota no entorno.
E agora, Fonteles?
Rafael nomeou os amigos – os Rafa boys – e agora tem dificuldades em os afastar de si.
Talvez porque é jovem, bem mais possível porque é movido pela força gravitacional da autossuficiência, o governador do Piauí não deve saber de uma lição do Tancredo Neves: não se nomeia quem não se pode exonerar.
Mudança
Mas, se não pode mudar os amigos, pode mudar a orientação. O governo mudou sua comunicação, contratando influenciadores digitais para dizer que o Piauí é um lugar onde tudo é bom e belo.
Vamos ver se as pesquisas que indicam queda na aprovação do governador caem nesse canto da sereia midiática.
Mentira
Com um governo que faz propaganda do que não fez, dizendo que fez muito mais, Rafael Fonteles tem ido à TV para dizer que mentirosos são os outros.
Quando não desdenha dos adversários, com uma ironia que não lhe cabe bem porque tem soado mais arrogante que verdadeira.
ORAÇÃO DO DIA!
Oi, Deus! O meu desejo para hoje é sentir a Tua doce presença ainda mais forte e permitir que a Tua paz adentre o meu coração.
Eu realmente estou precisando desta paz para acalmar minhas tempestades internas. Amém!
Versículo do dia:
“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma”.
(Salmos 42,1) BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏
A cartada de Lula
Lula melhorou de popularidade ano passado quando enfrentou Trump no caso da “soberania nacional”.
De lá pra cá, caiu tanto que antecipa a derrota em outubro para Bolsonaro.
Agora ele quer fazer desse caso da expulsão do delegado da PF dos EUA outro case de oportunismo.
“Vamos usar a reciprocidade”. Mas o brasileiro não cai mais nessa.
Dois retratos em cinco dias
Você leu o editorial?
Vale repetir: Em 10 de abril, o Instituto GP1 entregava a Rafael Fonteles 70,8% dos votos válidos contra Joel Rodrigues. Em 20 de abril, o Instituto Veritá, com 40.500 entrevistas em todo o Brasil, mostrava 54% de desaprovação à gestão do governador no Piauí.
Entre uma pesquisa e outra, apenas dez dias. E um abismo que nenhuma margem de erro explica.
Régua nacional
O diferencial do Veritá é ter aplicado a mesma metodologia em todas as 27 unidades da federação.
Foi o que expôs, por contraste, o tamanho da distorção nos levantamentos locais. Enquanto Ratinho Junior aparece com 84% de aprovação no Paraná, Rafael amarga a 16ª posição entre os governadores mais rejeitados.
Série suspeita
A trajetória do GP1 chama atenção: 73,67% em maio de 2024, 70,7% em junho de 2025, 67% em novembro de 2025 e novamente “níveis elevados” em abril de 2026.
Tudo isso enquanto a PF bloqueava R$ 66 milhões na Sesapi e o TCE-PI apontava falhas bilionárias em contratos de OSS.
Os números oscilavam o mínimo necessário para simular credibilidade, sem jamais incomodar o Karnak.
Benefício da dúvida
Presume-se a boa-fé do governador. Rafael Fonteles provavelmente acreditou, ele próprio, nos números que celebrou no dia 15 de abril. O problema não está nele, está no filtro que chega ao seu gabinete.
Recado à assessoria
Por lealdade à população, dever de todo gestor público, cabe ao governador peneirar sua comunicação. Escolher gente que trabalhe com verdade e técnica, não com versão cor-de-rosa para acariciar o chefe. Isso seria bom para o Piauí — e melhor ainda para ele.
A sombra de Fábio Novo
A advertência está com dois anos de distância. Em 2024, as pesquisas locais deram a Fábio Novo vitória em primeiro turno na capital.
A urna disse outra coisa, também em primeiro turno.
A realidade filtrada cobra caro e cobra na hora em que não se pode maquiar: no voto.